Turismo
Quito: 4 lugares para conhecer a história do Equador
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Quito mantém sua cultura andina muito bem preservada no charmoso centro histórico, que fica 2.850 metros acima do nível do mar (cuidado com o soroche !). Ali, as várias igrejas, museus e edifícios que celebram a história equatoriana fizeram com que Quito fosse a primeira capital do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial da Unesco, em 1978.
O Equador , e em especial a sua capital, passou por um processo de colonização brutal da Espanha. Por isso, vários lugares pela cidade exibem com orgulho a história da independência do país, celebrada no dia 10 de agosto – é durante essa época do ano que acontece a Festa do Equador, que enche a rua de cor e de festejos. Conheça quatro desses lugares:
1. Plaza de la Independencia
Rodeada por belos edifícios coloniais, como o Palácio Carondelet e a Catedral Metropolitana , a Plaza de la Independencia foi palco de vários eventos importantes para a história equatoriana. É a maior e principal praça da capital e endereço do Monumento à Independência, com 17 metros de altura.
Onde? Plaza de la Independencia.
Quando? Acesso livre.
Quanto? Acesso gratuito.
2. Museu Alberto Mena Caamaño
O Museu Alberto Mena Caamaño , que recebe o nome do homem que doou os fundos para a sua criação, conta a história do massacre violento que aconteceu na capital equatoriana no dia 2 de agosto de 1810, uma das muitas batalhas que ocorreram durante o processo de Independência do país.
Diante do controle autoritário da Espanha, os libertários tentaram invadir quartéis, mas foram recebidos com repressão brutal das tropas espanholas, que levou ao assassinato de mais de 300 pessoas – o que, na época, era o equivalente a mais de 1% da população do país.
Os acontecimentos são retratados na exposição através de figuras de cera em tamanho real, esculpidas pelo artista Alexander Barbieri.
Onde? Rua García Moreno 887 y Espejo.
Quando? De terça-feira a sábado, das 9h30 às 16h30.
Quanto? A entrada custa US$ 1,50 para adultos.
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3. Museu Histórico Militar “Casa de Sucre”
A casa do Marechal Antonio José de Sucre, que foi um dos líderes do processo de Independência do Equador, se tornou um museu com objetos pessoais, móveis originais e documentos históricos. Durante a visita, é possível conhecer a história da libertação do país a fundo.
Onde? Rua Venezuela.
Quando? Todos os dias, das 9h às 16h.
Quanto? Entrada gratuita.

4. Museu Histórico Militar “Templo de la Patria”
As encostas de Pichincha, onde foi travada a batalha final que selou a independência de Quito , guardam o templo que homenageia os libertários que lutaram pela independência há 200 anos. Conhecido como Cume da Liberdade, este espaço mostra os vestígios da Batalha de Pichincha.
O acervo possui sabres, adagas, rifles, uniformes e outros objetos utilizados durante a batalha. Há também estátuas de figuras importantes para a Independência do país, como Simón Bolívar e o Marechal Sucre. Além disso, deste local há uma bela vista panorâmica de Quito e da Avenida dos Vulcões .
Onde? Av. de los Libertadores Oe13-997.
Quando? Todos os dias, das 9h às 17h30.
Quanto? Entrada gratuita.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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