Turismo
Sala São Paulo: visita guiada, concertos e programação
Turismo

Antiga estação de trem que se tornou um salão de concertos imponente no centro da capital paulista, a Sala São Paulo é a Sede da Orquestra Sinfônica da cidade, a Osesp – que completa 70 anos de atividades em 2024.
O grupo se apresenta no local todos os domingos, em concertos matinais oferecidos gratuitamente para o público. Outra possibilidade de assistir à orquestra sem pagar nada é durante os ensaios abertos que acontecem ali. Toda a programação de apresentações, sejam elas pagas ou não, fica disponível no site da Sala São Paulo .
Além disso, ao longo deste ano, as visitas guiadas educativas pelo espaço estão acontecendo gratuitamente.
Saiba mais sobre as diferentes formas de conhecer a Sala São Paulo :
Visita guiada
A Sala São Paulo está celebrando, em 2024, seus 25 anos de funcionamento como sala de concertos. Para comemorar, as visitas guiadas ao longo de todo o ano são gratuitas ao público. Mas elas costumam esgotar rapidinho no site da bilheteria da Sala São Paulo , especialmente aos fins de semana.
Funciona assim: dois dias antes da data da visita, ao meio-dia, os ingressos ficam disponíveis para retirada pelo site. É possível retirar até quatro ingressos por vez. Grupos de mais de quatro pessoas devem agendar a ida pelo e-mail [email protected] , com até 30 dias de antecedência.
Os tours focam na história do edifício, contando mais detalhes sobre o processo de revitalização no final da década de 1990, que fez com que o prédio se transformasse de estação de trem para a sede da Orquestra Sinfônica.
O público tem a oportunidade de ver de perto os detalhes da construção, inspirada no estilo arquitetônico francês, que refletem a força da produção cafeeira em São Paulo no século XX. A visita também explica as mudanças feitas no edifício para receber a sala de concertos, com as características que tornam a acústica do lugar excelente e reconhecida mundialmente.
O passeio dura por volta de uma hora e não inclui apresentações musicais. As visitas acontecem de segunda a sexta-feira, às 9h, 13h e 16h30; a os sábados, às 13h30; e a os domingos e feriados, às 13h.

Concertos matinais
O projeto Concertos Matinais, que existe desde 2008, já é uma tradição na Sala São Paulo . As performances são gratuitas e realizadas todos os domingos, às 10h50 (e eventualmente aos sábados – confira a programação), trazendo os corpos artísticos da Osesp – como a Orquestra, grupos de cordas e o coral – e outros grupos parceiros para apresentações de diferentes programas musicais, com aproximadamente uma hora de duração.
Como a proposta é ser um concerto acessível, o repertório é composto por músicas mais conhecidas pelo público. Os ingressos são distribuídos gratuitamente e são limitados a até dois por pessoa. Os bilhetes ficam disponíveis a partir das 12h da segunda-feira anterior ao concerto, no site da Sala São Paulo ou nos totens que ficam no térreo da Sala São Paulo . É preciso ficar atento: os ingressos costumam esgotar em menos de uma hora.
História
Com o auge do ciclo do café no século XIX, a produção cafeeira no interior de São Paulo precisava ser escoada com mais agilidade ao Porto de Santos. Com esse objetivo, foi fundada a primeira estrada de ferro do estado, que ligava Jundiaí a Santos, em 1867.
A empresa inglesa São Paulo Railway Company foi a responsável por colocar os trilhos no lugar. No entanto, a produção foi crescendo para o interior do estado e a companhia não tinha interesse em expandir o trecho para o interior paulista. Com isso, foi fundada a empresa Sorocabana, que passou a ligar as ferrovias no interior do estado ao Porto de Santos em 1875.
Em 1919, a companhia passava por um bom momento. Nesse período de prosperidade, várias melhorias foram colocadas em prática: a implantação de um ramal para o litoral, a modernização das frotas e a construção de um terminal em São Paulo – a Estação Julio Prestes.
As obras começaram em 1926, mas o prédio só seria concluído 12 anos depois, em 1938. A partir de eventos históricos como a Crise de 1929 e a Revolução Constitucionalista em 1932, a Sorocabana passou a passar por problemas financeiros que prejudicaram as condições da ferrovia, que parou de operar em definitivo em 1971. Com isso, o Edifício da Estação Júlio Prestes ficou abandonado por vinte anos.
Em 1997, começou o projeto de restauração do edifício, de responsabilidade do arquiteto Nelson Dupré. O objetivo do projeto era a adequação do espaço para uso da Osesp, com a implantação de uma sala de concertos onde antes ficava o jardim de inverno do imóvel. As obras começaram em 1998, e a Sala São Paulo foi inaugurada em julho de 1999.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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