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São Paulo: roda-gigante terá karaokê em uma das cabines

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São Paulo: roda-gigante terá karaokê em uma das cabines
DA REDAÇÃO

São Paulo: roda-gigante terá karaokê em uma das cabines

Maior roda-gigante da América Latina, a Roda Rico fica no Parque Cândido Portinari (ao lado do Parque Villa-Lobos), em São Paulo , e promete uma novidade em novembro. Uma de suas 42 cabines ganhará um equipamento de karaokê para os visitantes que desejarem soltar a voz a até 91 metros de altura.

Com vista 360º, ar condicionado e wi-fi, a cabine acomoda até oito pessoas, que terão à disposição um catálogo com mais de 13 mil músicas para cantar. A experiência terá aproximadamente 50 minutos de duração, que é o tempo de duas voltas completas da roda-gigante.

A experiência custará R$ 449,99 para até oito pessoas – o que dá R$ 56,24 por cabeça, caso você consiga juntar uma turma com a quantidade máxima de pessoas permitida.

O passeio poderá ser reservado inclusive ao pôr do sol, ótima opção para assistir ao acender de luzes da maior cidade do Brasil.

A cabine com karaokê será um atrativo fixo da Roda Rico , que atualmente também têm cabines que podem ser reservadas exclusivamente para um casal. Além disso, a atração é pet friendly: os animais podem embarcar na roda-gigante sem custos adicionais.

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Roca Rico, São Paulo, Brasil
Uma das cabines da Roda Rico recebeu um aparelho de karaokê //Divulgação

Serviço

Onde? Parque Cândido Portinari Avenida Queiroz Filho, 1365 – Vila Hamburguesa, São Paulo

Quando? Em novembro, d e terça a sexta-feira, das 12h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

Quanto? A cabine com karaokê custará R$ 449,99 para oito pessoas e duas voltas nas roda-gigante. Os ingressos devem ser adquiridos na bilheteria física, pelo site da atração ou pela Ticketmaster Brasi l. O estacionamento custa de R$ 12 a R$ 39, de acordo com o período.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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