Turismo
Taxa de Preservação de Fernando de Noronha tem reajuste e passa de R$ 100 por dia
Turismo

A Taxa de Preservação de Fernando de Noronha foi reajustada, e quem planeja visitar o arquipélago precisa preparar o bolso, pois agora será necessário pagar R$ 101,33 por dia para a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) . O aumento já entrou em vigor.
O valor foi ajustado em 4,2% , seguindo a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA ), conforme informado pela Administração da Ilha, subindo de R$ 97,16 para R$ 101,33 por dia.
Esse valor pode ser pago online ou no aeroporto local. Criado em 1989 , o tributo visa preservar os ecossistemas e a biodiversidade do arquipélago.
Moradores, parentes de primeiro grau e profissionais em serviço continuam isentos da cobrança, conforme as regras estabelecidas.
Parque Nacional Marinho

Não foi apenas a taxa que sofreu aumento. O valor do ingresso para o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha também foi reajustado no dia 1º de novembro de 2024. A mudança foi anunciada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O ingresso, que permite acesso à reserva por até dez dias, agora custa R$ 373 para turistas estrangeiros e R$ 186,50 para brasileiros, que mantêm o benefício de 50% de desconto. Antes, os preços eram R$ 358 para estrangeiros e R$ 179 para brasileiros.
O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha , que cobre 70% do arquipélago, abriga algumas das praias mais icônicas do Brasil, como Baía do Sancho, Leão, Sueste e Atalaia. O acesso a essas áreas, incluindo passeios de barco, requer o pagamento de ingressos.
Anualmente, a taxa de preservação foi reajustada em 4,19% com base no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conforme Portaria n.º 3052, publicada no Diário Oficial da União (DOU) .
A medida busca garantir a sustentabilidade e a preservação das Unidades de Conservação Federais. Moradores da ilha, parentes de primeiro grau e profissionais autorizados seguem isentos da taxa.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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