Turismo
Vila Viking recria experiência nórdica no interior de São Paulo
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O interior de São Paulo provavelmente não é o primeiro lugar que vem à mente quando você pensa em cultura nórdica, mas foi a região escolhida para receber uma iniciativa inédita no Brasil: a Vila Viking , um espaço temático em Juquitiba dedicado a recuperar a cultura e o modo de vida escandinavos no período dos famosos guerreiros.
A “vila” segue o exemplo de outros empreendimentos similares que já existem na Europa: localizada em um sítio, conta com casas, área de plantio e até criação de animais que garantem uma retomada da rotina rústica dos vikings, que percorreram várias partes do Velho Continente – e navegaram até a América do Norte – entre os séculos 8 e 11.
Como funciona
A Vila Viking segue a lógica do “reenactment” : os responsáveis pelo local realizam atividades de imersão para colocar os visitantes dentro da vivência do período escolhido. Sob comando dos recreadores, a ideia é voltar no tempo por alguns dias e entrar de cabeça na rotina de um assentamento viking no auge dessa civilização.
Segundo os criadores do projeto no Brasil, que começou a ser construído em 2018 e continua ganhando novos espaços dentro da vila, a ideia é atuar como um “museu vivo”, com embasamento histórico para que cada atividade seja fiel ao que se fazia na época retratada: dos trabalhos manuais à alimentação, passando pelas roupas utilizadas, com direito, até mesmo, a “treinamento” para as batalhas com a tecnologia da época.
Por enquanto, a vila abre apenas para atividades esporádicas, que são anunciadas previamente nas redes sociais do empreendimento .
A próxima atividade ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro e será uma imersão de “vivência e treinamento de combate” . Com vagas limitadas ao custo de R$ 350 por pessoa, os participantes vão receber informações sobre a era viking, coletar e cortar lenha para preparar o próprio alimento, aprender a utilizar ferramentas de construção e treinar com armas como machado, lança e arco e flecha para defender o assentamento.
Em 30 de novembro, outra atividade prevista é uma oficina de música medieval, com instrumentos típicos da época. Custa R$ 250 por pessoa (é possível optar por pernoitar na vila, por R$ 80 a mais, valor que inclui café da manhã no dia seguinte).
Para reservas e outras informações, entre em contato pelo site oficial .
Serviço
A Vila Viking foi instalada em um sítio no interior de Juquitiba , a cerca de 15 minutos do centro da cidade. Juquitiba, por sua vez, fica a menos de 75 km a sudoeste da capital paulista, acessível pela BR-116.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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