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‘Tiny houses’ no interior de São Paulo para alugar no Airbnb
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Menos, realmente, pode ser mais. As hospedagens menores em tamanho, chamadas de ‘tiny houses’, ganham pontos em aconchego e têm como principal atributo o entorno, com muita natureza em volta e vistas impressionantes.
O tamanho compacto (de até 40 metros quadrados) também abre margem para formatos diferentões: tem casa na árvore, casa sobre rodas e até casa flutuante sobre uma represa.
Veja uma lista com quatro tiny houses no interior de São Paulo para alugar no Airbnb :
Tiny house sobre rodas junto ao Parque Nacional do Itatiaia
Atualmente estacionada em Engenheiro Passos, em frente ao Parque Nacional do Itatiaia, a “Natuca” é uma casa sobre rodas e deve ficar por ali pelos próximos dois anos. O ambiente lembra um trailer e pode acomodar até quatro hóspedes – ainda que tenha sido pensada para receber um casal. Na entrada, há uma salinha de estar com um janelão lindo, bancos acolchoados (que se tornam dois colchões para dormir), uma cozinha compacta equipada (fogão, forno e frigobar) e um balcão com dois lugares para comer. À frente está o banheiro com chuveiro. Para ir até a cama de casal, é preciso subir uma escadinha de cinco degraus (cuidado com a cabeça), já que fica no mezanino, com teto baixo. Dali, sobe-se mais uma escada para o topo do trailer, onde há um terracinho com uma rede para deitar. A proposta é aproveitar a área externa, onde os hóspedes podem explorar a natureza do entorno e assistir filmes no “cineminha” a céu aberto, composto por projetor e cadeiras de praia. Reserve aqui.
Comentário de quem já alugou: “A Natuca é um casinha com uma vista privilegiada da serra e que entrega mais do que promete. A casinha é muito bem cuidada e conseguimos ver o zelo em cada detalhe. Não importa o tempo que você passe ali, será pouco” – Jaqueline, agosto de 2024.

Tiny house flutuante em Joanópolis
O “Altar” oferece uma experiência bastante inovadora: hospedar-se em um contêiner que flutua sobre uma represa em Joanópolis , a 120 km de São Paulo. A acomodação fica ancorada a trinta metros de distância da beira da represa – distância essa que é percorrida de bote no momento do check-in. Apesar de ficar fixa nesse ponto, pode girar de acordo com a direção do vento: o quarto com cama queen size e lençóis Trousseau e a sala de estar com lareira têm paredes de vidro para admirar essas mudanças na paisagem. Do lado de dentro também há banheiro com chuveiro e uma cozinha compacta (não há forno, só microondas). Um dos pontos altos da acomodação é o deck com churrasqueira, cadeiras para tomar sol e um projetor para assistir filmes durante a noite ao ar livre (até porque não há televisão no lado de dentro). A casa disponibiliza caiaque para remar na represa e itens de praia. Reserve aqui.
Comentário de quem já alugou: “Nossa estadia surpreendeu positivamente em todos os aspectos. Ao chegar fomos recepcionados com o Alesson, extremamente gentil e prestativo. A casa é um charme e supera as expectativas, e a vista é um paraíso!” – Giovanna, junho de 2024.

Tiny house em contêiner em São Bento do Sapucaí
Esse mini contêiner em São Bento do Sapucaí recebe até quatro hóspedes: dois em uma cama de casal e mais dois em um sofá-cama, integrados no mesmo ambiente que a sala de estar e a cozinha (com fogão, pia, frigobar e utensílios). O ponto alto é a área externa, com um deck de madeira munido de rede, mesa, cadeiras e fogo de chão. Sem falar, é claro, na vista para a Serra da Mantiqueira . O contêiner fica, junto com outras acomodações, dentro de um sítio que planta alimentos orgânicos, cria de aves e tem uma produção semi-artesanal de frutas desidratadas. O acesso requer atenção, principalmente em dias chuvosos: para chegar à acomodação, há um trecho de 1km por uma íngreme estrada de terra. O anfitrião oferece, mediante pagamento, traslado em seu veículo 4×4, caso necessário. Reserve aqui .
Comentário de quem já alugou: “Foi uma delícia ficar no espaço, bem isolado nas montanhas mas ao mesmo tempo não muito longe da cidade. Eles deixaram um pouco de lenha lá e eu pude acender a fogueira alguns dias, bem relaxante. Estava tudo bem limpo também!” – Vitor, junho de 2024.

Tiny house na árvore em Mairiporã
A casa na árvore está embrenhada no meio da Serra da Cantareira, em Mairiporã , a apenas 30 km de São Paulo . No primeiro andar está um sofá e uma cozinha compacta (com fogão, forninho e frigobar), além do banheiro. Uma escada leva para o mezanino, onde fica uma cama de casal. Há uma simpática varanda com duas cadeiras e rede na área externa. A hospedagem fica em uma propriedade a 2.500 metros de altitude e, para chegar até a casa na árvore, é preciso subir uma escada de pedras. Por isso, os anfitriões recomendam não levar mala de rodinhas. Reserve aqui.
Comentário de quem já alugou: “Tirei uns dias para descansar e o lugar foi ideal para isso. Nas manhãs recebíamos visitas dos vizinhos da tiny, os saguis e esquilos. A casa é totalmente equipada e tudo se encontra em ótimo estado. É um lugar muito tranquilo e lindo, me senti segura pela casa estar localizada dentro de uma associação monitorada por câmeras, com uma equipe de segurança. O Luis foi um anfitrião excelente, sempre muito atencioso!” – Maria Vitória, julho de 2024.

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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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