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Você conhece todos os tipos de praias que existem no Brasil?

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Você conhece todos os tipos de praias que existem no Brasil?
Maurício Brum

Você conhece todos os tipos de praias que existem no Brasil?

Nenhuma praia é igual à outra, e isso não se refere apenas ao que você pode encontrar quando viaja a um destino em busca do banho de mar: a própria natureza varia, o que influencia no tipo de areia que você encontra, na intensidade das ondas e na tranquilidade de um mergulho.

Mas, mesmo que cada lugar tenha suas próprias características, é possível diferenciar as praias em alguns “tipos” principais, com aspectos que ajudam a entender melhor o que esperar de cada uma.

A classificação normalmente é utilizada para guiar banhistas (e pescadores) sobre a faixa à beira d’água, as correntes e as ondas – assim como os eventuais perigos envolvidos naquele determinado local.

Conheça mais sobre as diferenças.

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Praia de tombo

Talvez seja aquela que exija mais cuidado para mergulhar. Como o nome sugere, a característica marcante é a “queda”, no caso, do nível da areia: a faixa litorânea tem uma inclinação maior na direção do mar. Como consequência, a profundidade da água aumenta rapidamente, em poucos passos, exigindo atenção redobrada – ainda mais se você estiver com crianças ou não souber nadar.

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A Praia do Tombo, em Guarujá, tem um nome autodescritivo Rogerio Cassimiro/MTur/Flickr

Outra característica de praias desse tipo costuma ser a areia mais grossa e ondas mais fortes já à beira d’água. Um exemplo é a praia Mole, em Florianópolis.

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Praia rasa

É considerado o tipo de praia mais frequente no litoral brasileiro, ao menos em áreas procuradas por banhistas. A inclinação é bem menos acentuada, permitindo que a pessoa se afaste bastante da faixa litorânea sem sofrer com a profundidade.

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Praia Rasa, em Búzios, é outra cujo nome faz menção às características do local Fulviusbsas/Wikimedia Commons

Em geral, a areia é fina e as ondas quebram bem longe da praia. Mas vale a dica: evite ir para áreas em que a água fica acima da sua cintura, já que pode haver diferenças de profundidade imperceptíveis entre uma parte e outra da arrebentação.

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Praia intermediária ou mista

Como a denominação sugere, essa praia mescla características daquelas de tombo e das rasas. A conformação mais comum é uma areia com declive aparentemente mais acentuado na faixa litorânea, mas, já dentro da água, uma faixa em que a profundidade não aumenta de forma tão abrupta – o que torna as ondas menos violentas do que nas praias de tombo.

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Jurerê, em Florianópolis, é enquadrada como uma praia de características intermediárias Rafael Bernardino Mattei/Wikimedia Commons

Mas, como essa mistura de características pode ocorrer de várias formas, é bom manter o cuidado ao entrar na água, já que em alguns pontos a inclinação da areia pode acabar sendo maior, levando a uma varrida mais intensa das ondas perto da praia.

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Enseadas

Uma enseada ocorre quando a faixa litorânea forma um grande arco, fazendo com que as águas que chegam até ali não mantenham as características típicas do mar aberto: são mais tranquilas, sem correntezas e, muitas vezes, não há ondas significativas na área balneável.

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Enseada de Araçatiba, na Ilha Grande, em Angra dos Reis Enseada de Araçatiba – Ilha Grande/Facebook/Divulgação

A profundidade também costuma não ter muitas surpresas, aumentando de forma gradual e previsível, conforme a pessoa se afasta da faixa de areia. Em função dessas características, enseadas costumam ser uma boa pedida para passeios familiares, com crianças e idosos.

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Praias abrigadas

Quase sempre, as praias abrigadas costumam ter águas com características que lembram as enseadas – mais tranquilas, sem ondas ou correnteza. No entanto, em alguns lugares, dependendo da “abertura” para o mar, isso pode variar. A profundidade também pode ter mais variações.

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Praia do Cedro, em Ubatuba, é exemplo de uma praia abrigada Anderson Martins/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

A faixa de areia costuma ser mais estreita, e a grande diferença para uma enseada diz respeito às características do próprio litoral: uma praia “abrigada”, como indica o nome, é protegida por algum obstáculo na praia ou mar adentro, como morros, pedras ou recifes.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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