Cidades
Ato de comemoração aos 69 anos de emancipação de Rondonópolis
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Foto: Cristóvão Alves
*Universalização da coleta seletiva reforça liderança de Rondonópolis e é exemplo para o país*
Centenas de pessoas participaram ontem (09) da cerimônia que marcou a universalização da coleta seletiva de lixo em Rondonópolis e o lançamento do PIX Sanear. O evento fez parte das comemorações do aniversário da cidade, celebrado neste sábado (10). Rondonópolis agora é o primeiro município deste porte na região Centro Oeste a fazer a coleta seletiva individualizada (porta a porta) em todas as regiões da zona urbana.
O serviço foi implantado de forma gradativa e já cobria regularmente 60% dos bairros. Para alcançar a totalidade a Prefeitura, através do Sanear, ampliou a frota e também a equipe da coleta seletiva. Os dias e horários desta coleta já foram informados em panfletos distribuídos nos domicílios (veja abaixo) e também podem ser consultados no site e nos serviços de atendimento do Sanear.
“O Poder Público está fazendo sua parte, mas a adesão da população é fundamental para o sucesso. A sociedade precisa, cada vez mais, entender que resolver o problema do lixo passa por ações individuais e coletivas”, afirmou o presidente do Sanear, Paulo José Correia.
“A gente precisa ter a compreensão que o lixo não some depois que deixa a nossa casa. Ter consciência e atitude sobre o que se faz com ele é primordial. Contamos com o apoio de todos para dar esse presente à nossa cidade”, completou, fazendo uma alusão ao aniversário de Rondonópolis.
O prefeito José Carlos do Pátio também reforçou o apelo para que a população procure se informar e contribua para ampliar o volume do lixo coletado para a reciclagem. Ele disse ainda que a universalização é parte de um projeto maior, focado na responsabilidade ambiental e na melhoria da qualidade de vida dos rondonopolitanos.
“Já universalizamos as redes de água e esgoto, a coleta comum e, agora, também a coleta seletiva. Isso foi possível porque mantivemos o Sanear como uma empresa pública e, ao contrário dos que defendem a tese do ‘estado mínimo’, acreditamos em um estado possível e ideal para atender as necessidades da população”, declarou.
A MAIS SUSTENTÁVEL
O presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, Roni Magnani, citou que o município já detém o título de campeão em sustentabilidade em Mato Grosso e considera que a universalização da coleta seletiva reforça a condição de referência nacional nesta área.
“Na Câmara aprovamos várias matérias que possibilitaram chegarmos a esse momento. Rondonópolis mais uma vez sai na frente e ficamos orgulhosos de passar esses números para o estado de Mato Grosso. Questões como o saneamento básico, a coleta seletiva e o aterro sanitário são assuntos dos quais não podemos fugir. O futuro nos cobra isso”, disse Magnani.
As autoridades também apontaram que a iniciativa terá consequências positivas para a economia e o desenvolvimento social.
“Isso tem a ver com saúde ambiental da cidade, com desdobramentos em várias áreas. Quando se coloca a coleta seletiva em toda a cidade você cria postos de trabalho nada cooperativas que vão reciclar este material e minimiza o impacto do lixo no meio ambiente”, explicou a juíza Milene Aparecida Pereira Beltramini, titular do Juizado Volante Ambiental e parceira no projeto de ampliação da coleta seletiva. “Essa consciência demonstra grandeza e o comprometimento de todos com o futuro da cidade e do planeta. É muito benéfico”,
O senador Wellington Fagundes, também presente à cerimônia, considerou que a universalização da coleta é um marco histórico e chamou a atenção para o envolvimento da sociedade.
“É muito bom ver essa união da Prefeitura, da Câmara de Vereadores, do Ministério Público, o Poder Judiciário e as entidades – em especial o movimento comunitário, através da Uramb e da Unisal. Juntos podemos dar um exemplo ao país, deixando um grande legado para que os nossos filhos e netos tenham um meio ambiente preservado e com boa qualidade de vida”, afirmou.
Além de autoridades dos três poderes e das lideranças do movimento comunitário, a cerimônia teve também a participação de representantes de entidades ligadas ao comércio, indústria, serviços, construção civil, da UFR, Unemat, PM, 18 GAC e das cooperativas Coopercicla e Nova Esperança – que atuam diretamente na seleção e reciclagem dos materiais coletados no município.
Veja abaixo o roteiro com os dias e períodos em que a equipe da coleta seletiva estará em cada bairro do município.

Vale lembrar que os moradores podem destinar à essa coleta o chamado ‘lixo seco’ (papéis, papelões, plásticos, vidros e metais). Estes materiais podem ser acondicionados de forma conjunta, já que a separação será feita posteriormente pelas cooperativas credenciadas.
Texto: Eduardo Ramos

Cidades
No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção
O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.
Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.
Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.
Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.
Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.
Os três tipos de Escoliose:
Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.
Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.
Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.
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