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Cobrou responsabilidade* *Vereador diz que está sobrando falação e faltando doações para ajudar a Santa Casa*
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Dr Manoel (SD)
O vereador e médico Manoel da Silva Neto (SD) cobrou ontem (08) uma mudança de postura dos gestores da Santa Casa para pacificar as relações entre o hospital e o Poder Público municipal. Ele também disse que é preciso ter ‘menos falação e mais doação’, numa crítica direta aos ataques desferidos por pessoas ligadas ao hospital e à falta de doações por parte das pessoas mais ricas da cidade.
O vereador falou sobre o assunto durante a sessão ordinária ao comentar a visita da presidente do Conselho de Administração da Santa Casa, Tânia Balbinoti, que esteve na Câmara para apresentar dados da prestação de contas do hospital.
Manoel disse que a falta de reajuste da tabela do Sistema Único de Saúde, utilizada para pagar os procedimentos, é a causa principal dos problemas enfrentados pela maioria dos hospitais que fazem atendimento público no país.
“Os preços da tabela SUS estão defasados há muitos anos e os hospitais não conseguem sobreviver só com aquilo. Daí a importância das emendas parlamentares e, no caso dos hospitais filantrópicos com a Santa Casa, também das doações”, explicou.
“Eu conheci um hospital em Orlando, na Flórida (EUA), que também tem déficit nas contas. Uma vez por ano o administrador do hospital convoca as pessoas mais ricas da cidade e pede para eles cobrirem o déficit com a doações. Com isso eles conseguem cobrir o rombo no hospital. Aqui não acontece isso. Tem muita falação nas redes e sociais e pouca doação”, lamentou.
Manoel da Silva Neto cobrou mais responsabilidade dos gestores do hospital no sentido de evitar polêmicas e ataques às autoridades.
Ele não citou nenhum caso específico, mas houve vários episódios desse tipo nos últimos meses. O mais recente envolveu a superintendente da Santa Casa, Bianca Talita, que atacou a presidente da Comissão Legislativa de Saúde, Marildes Ferreira, em postagens nas redes sociais e em áudios enviados para veículos de imprensa.
“Não estamos precisando de brigas em redes sociais. Estamos precisando resolver o problema seriamente, de forma adequada e como gente grande. Briga em rede social só vai atrapalhar a instituição como um todo e a Santa Casa não merece isso. Amanhã ou depois nós não estaremos mais aqui e a Santa Casa não pode pagar por isso. Este falatório em rede social não leva a lado nenhum e acaba, muitas vezes, prejudicando a instituição. Espero que daqui para frente nós tenhamos um pouco mais de responsabilidade na hora de se manifestar nas redes sociais sobre o hospital”, concluiu.
O vereador reiterou a importância da Santa Casa para a população de Rondonópolis e das cidades vizinhas e disse que a Câmara Municipal vai atuar para garantir todo o apoio necessário ao hospital.
Ouça abaixo o trecho do pronunciamento em que o vereador comentou a situação da Santa.
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Passagem a R$ 2 muda rotina de quem depende do ônibus em Rondonópolis
A manhã desta quarta-feira (06) começou diferente para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias de Rondonópolis. No bolso, a mudança já começa a fazer efeito: a tarifa do transporte coletivo agora custa R$ 2,00 — valor fixo e permanente.
O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira durante a inauguração do primeiro terminal de ônibus da história da cidade, um marco que simboliza não apenas avanço estrutural, mas também uma virada no acesso ao transporte público.
Mais do que números, a redução mexe diretamente com a vida de quem depende do ônibus todos os dias. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a economia mensal pode ultrapassar R$ 80, se comparado ao valor praticado no início da atual gestão.
Uma queda que chama atenção
A tarifa vem passando por uma sequência de reduções:
- Início da gestão: R$ 4,10
- Primeira redução: R$ 3,00
- Valor atual: R$ 2,00
Na prática, o custo caiu para menos da metade do que era cobrado anteriormente.
Mais do que tarifa: estrutura
A redução não veio sozinha. Junto dela, a Prefeitura entregou um novo terminal de transporte coletivo — moderno, climatizado e com uma estrutura inédita para o município.
Para muitos usuários, a mudança representa mais do que economia: significa dignidade no deslocamento diário.
Impacto direto na cidade
A iniciativa faz parte de um pacote de ações voltadas à mobilidade urbana, colocando Rondonópolis em evidência quando o assunto é transporte acessível.
Num cenário onde o custo de vida pressiona cada vez mais, pagar menos para se locomover pode ser o detalhe que faz diferença no fim do mês — e na qualidade de vida.