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Cuiabá não terá aumento na tarifa do transporte público e nem do IPTU em 2025, garante prefeito

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que a capital não terá reajustes na tarifa do transporte coletivo nem no IPTU em 2025. A decisão coloca Cuiabá fora da lista de capitais brasileiras que optaram por aumentar o preço das passagens de ônibus, além de priorizar incentivos ao bom pagador no âmbito tributário.

“A tarifa do transporte público não terá aumento. Fizemos cálculos, e entendemos que é possível manter o valor atual, mesmo com as pressões econômicas. Vamos reformular a maneira como o custo é apurado, passando a considerar o número de bilhetes vendidos, e não apenas os passageiros que passam pela catraca. Esse ajuste tornará o sistema mais justo e eficiente”, explicou o prefeito.

Além disso, Abilio revelou que pretende realizar audiências públicas com as empresas de transporte coletivo para discutir e atualizar os contratos vigentes. Ele enfatizou a transparência do processo: “As reuniões serão públicas. Nossa equipe já está trabalhando em parceria com a Secretaria de Mobilidade e o controle do transporte público para garantir que as atualizações atendam aos interesses da população.”

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No caso do IPTU, a decisão de não aplicar reajustes visa incentivar o pagamento em dia e criar condições para que contribuintes inadimplentes regularizem suas dívidas. “Sabemos que aumentar a receita não pode significar aumentar a inadimplência. Vamos oferecer propostas de renegociação das dívidas atrasadas, mas também premiar o bom pagador. Nosso foco é criar mecanismos que valorizem quem mantém seus tributos em dia, sem penalizar quem já enfrenta dificuldades financeiras”, afirmou.

Com essas medidas, a gestão municipal reforça o compromisso de aliviar a carga financeira dos cidadãos enquanto busca melhorar a eficiência na arrecadação e nos serviços prestados. A decisão de congelar os reajustes foi recebida como uma sinalização positiva em um momento de desafios econômicos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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