Cuiabá
Em comissão da Câmara, secretária de Saúde apresenta diagnóstico sobre unidades básicas de Cuiabá
Cuiabá
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Durante a reunião da Comissão de Saúde, nesta terça-feira (17), a secretária Lúcia Helena Barboza Sampaio respondeu perguntas sobre obras e reformas paralisadas nas Unidades Básicas (UBS) da capital. Os vereadores também queriam informações sobre uma possível reabertura das antigas Policlínicas, que foram fechadas na gestão anterior.
Reforma das UBSs
De acordo com dados da própria secretaria, 23 UBSs, quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e duas Unidades de Acolhimento Adulto e Infanto-Juvenil (UAA) estão com obras suspensas e necessitam de reforma.
Lúcia Helena explicou que o contrato com as empresas licitadas para a execução das obras foi encerrado após o vencimento do prazo de cinco anos e não foi renovado. Com isso, uma nova licitação terá de ser realizada para a contratação de novas empresas.
A secretária garantiu que as reformas vão continuar com os recursos disponíveis em caixa na Prefeitura, destinados à conclusão dessas obras.
“Na gestão pública, fazemos um contrato com a empresa para uma reforma e temos um prazo de contrato, podendo ser reformulado. Esse prazo expirou. Não podemos mais utilizar os contratos que tínhamos para continuar com essas reformas. Por isso, elas foram interrompidas. Para retomarmos essas reformas, teremos que fazer uma nova licitação. A forma mais rápida é utilizarmos as atas já existentes para reforma. O planejamento permanece e vamos finalizá-las. A esperança é que aquilo que já estava pactuado e tem recurso sobrando, nós vamos finalizar”, destacou a secretária.
E as Policlínicas?
Com o financiamento do município, a secretária foi questionada sobre o fim das policlínicas na cidade.
“O Sistema Único de Saúde (SUS) não contempla mais as policlínicas são Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou UBS. Devemos transformar os espaços em algo útil à população, talvez um centro de especialidades ou um ambulatório enfim, iremos verificar as possibilidades”, finalizou.
Unidades de Saúde com obras e reformas interrompidas:
UBS Real Parque, UBS Jardim Umuarama II, UBS Morada dos Nobres, UBS Francisco Loureira Borba, UBS Residencial Nilze Paes Barreto, UBS CPA IV – 3ª etapa, UBS Ouro Fino e UBS São João Del Rey estão pactuadas com o governo federal.
UBS Jardim Passaredo está com a construção finalizada, mas precisa ser mobiliada e equipada.
Unidade de Acolhimento de adultos
CAPs Centro América está sem repactuação com o governo federal.
Unidade de Acolhimento infanto-juvenil
CAPs Verdão e CAPs Adolescer estão em repactuação com o Ministério Público.
CAPs Cidade Verde, UBS Pedra 90 3 e 4, UBS Pedregal, Policlínica do Planalto e Policlínica do Coxipó estão pactuadas com o governo federal.
UBSs Residencial Coxipó 1 e 2, UBS Residencial Coxipó 3, UBSs Jardim Industrial 1 e 2, Comunidade Barreiro Branco, UBSs Baú e Lixeira, UBS Jardim Leblon, UBS Santa Amália e Jardim Araçá, UBS Novo Horizonte, UBS Tijucal, UBS Parque Atalaia 1 e 2, UBS Pico do Amor e UBS Três Barras estão em funcionamento, mas precisam de reforma.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.