Cuiabá
Ministros discutem alternativas de capital de giro para comerciantes do Shopping Popular
Cuiabá
Em atendimento aos 600 comerciantes afetados pelo incêndio no Shopping Popular de Cuiabá, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, se reuniram com o presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, o vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa, e o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Melo, na tarde desta terça-feira (30), em Brasília, para discutir alternativas para a retomada da atividade dos trabalhadores.
Iniciado há 29 anos pelos camelôs que atuavam no centro de Cuiabá, o Shopping Popular foi completamente destruído por um incêndio no dia 15 de julho. Agora, os comerciantes buscam alternativas para a reconstrução da estrutura e a manutenção dos empregos e rendas das famílias que tinham no centro comercial sua principal fonte de renda.
Diante da situação, o ministro Carlos Fávaro apresentou a situação ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou todos os esforços do Governo Federal em apoio aos trabalhadores, e articulou a reunião com o ministro Márcio França para debater as propostas de socorro imediato às famílias mais impactadas com a tragédia.
“Foi um incêndio sem precedentes e viemos aqui tratar das alternativas para os lojistas e para a reconstrução do Shopping Popular que nessas quase três décadas se tornou um exemplo de empreendedorismo e um patrimônio da nossa capital”, disse.
Durante a reunião no Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (Memp), foram priorizadas as alternativas de fomento ao capital de giro dos empreendedores que perderam seus estoques para que mantenham e retomem a atividade comercial.
Entre as linhas disponíveis estão o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), destinado aos microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenos empreendedores; e o ProCred, fonte adicional de financiamento para MEIs com faturamento de até R$ 360 mil no ano passado.
Para agilizar o acesso dos trabalhadores do Shopping Popular de Cuiabá ao crédito para Capital de Giro, deverá ser criada uma força-tarefa entre a associação e a Prefeitura para o levantamento e análise dos empreendedores associados e direcionamento às linhas de crédito disponíveis.
Ainda, de acordo com o ministro Márcio França, num próximo momento, aqueles que não apresentarem dificuldades de acesso ao crédito, deverão ser relacionados para que o Memp possa tomar as providências junto às instituições financeiras, conforme cada caso.
Na capital, a Prefeitura de Cuiabá anunciou a liberação de R$ 10 milhões em créditos, de até R$25 mil para cada empreendedor, por meio do Cuiabanco.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.