Cuiabá
Prefeito apresenta proposta para falta de vagas e recebe sinal positivo do TCE
Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, busca firmar parcerias com escolas privadas, concedendo descontos fiscais em troca da vagas para crianças que hoje estão fora das salas de aula. A proposta foi apresentada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o presidente, conselheiro Sérgio Ricardo, classificou a ideia como “revolucionária”.
Atualmente, cerca de 4 mil crianças aguardam uma vaga na rede municipal de ensino. Diante da falta de estrutura física e de professores suficientes para atender a demanda, Abilio propõe um modelo alternativo, no qual as instituições privadas receberiam esses alunos e, em contrapartida, teriam abatimentos nos impostos municipais.
“O ponto que é importante para nós é a quantidade de crianças que estão fora da sala de aula. Desde 2020 até agora, temos um registro de 4 mil crianças nessa situação. Queremos abrir essa possibilidade de parceria com as escolas privadas, onde elas oferecem a vaga e, em troca, podem abater no imposto que prestam ao município”, afirmou Abílio.
Para Sérgio Ricardo, a proposta representa uma solução viável e eficaz para o problema, podendo servir de referência para outros municípios e até para o país. “O Abilio traz uma informação que nos preocupa muito: 4 mil crianças fora da sala de aula em Cuiabá. Ele apresenta uma ideia inovadora que nos agrada muito, uma solução rápida e eficiente. As escolas particulares podem ter um desconto no imposto e, em contrapartida, abrir vagas para essas crianças. Nenhum gestor pode deixar crianças fora da sala de aula, e essa é uma solução inovadora que pode ser aproveitada por outros municípios também”, destacou.
A proposta ainda será discutida com representantes das escolas particulares e técnicos da prefeitura para avaliar sua viabilidade jurídica e financeira. O prefeito defende que, com essa medida, será possível atender emergencialmente milhares de crianças que correm o risco de passar mais um ano sem acesso à educação básica.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.