Cuiabá
Prefeitura garante cuidadoras para crianças com deficiência no início das aulas
Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou, na tarde desta segunda-feira (27), que as aulas na rede municipal de ensino iniciarão no dia 3 de fevereiro com a presença de cuidadoras especializadas para crianças com deficiência (Cads). O compromisso foi firmado durante uma reunião no auditório da Secretaria Municipal de Educação, que reuniu mais de duas mil pessoas, entre pais, educadores e representantes da comunidade escolar.
Para solucionar a questão, a prefeitura firmou um contrato emergencial por adesão à ata com a empresa Costa Oeste, que há mais de uma década presta serviços de assistência, atualmente está com contrato em Sinop e possui ampla experiência na área. A iniciativa visa garantir a inclusão e o atendimento adequado às crianças com deficiência ou transtorno do espectro autista (TEA) nas escolas municipais.
A gestão municipal também anunciou medidas para facilitar a contratação das cuidadoras. Um QR Code foi disponibilizado para que as interessadas possam se cadastrar diretamente junto à nova empresa contratada. O prefeito reforçou que a Prefeitura auxiliará nesse processo, garantindo que as vagas sejam preenchidas por profissionais locais.
Abilio Brunini ressaltou o compromisso da administração com a educação inclusiva e a economia nos gastos públicos: “Estamos contratando uma empresa nova para cuidar dessa situação da contratação das Cads. Buscamos um menor preço e, com isso, a expectativa é reduzir em 30% o valor do contrato anterior, sem prejuízo no pagamento às cuidadoras. Nossa meta é melhorar a remuneração e oferecer condições dignas para que elas desempenhem suas funções.”
A secretária de Educação, Solange Lopes, destacou que a iniciativa é um marco para a inclusão na educação pública municipal. Além dela, a primeira-dama e vereadora Samantha Íris, e as vereadoras Michelly Alencar, Daniel Monteiro, Maria Avalone e Paula Kalil participaram do encontro, reforçando o apoio institucional à proposta.
A reunião também serviu como um momento de diálogo entre a gestão e a comunidade escolar, aliviando as preocupações de pais e profissionais quanto à estrutura para o início do ano letivo. “Vai ter cuidadora. Vamos mostrar a realidade e o que estamos fazendo pela inclusão”, concluiu Brunini, reafirmando o compromisso da Prefeitura em garantir uma educação de qualidade e inclusão para todos.
A possibilidade de adesão de ata, a chamada carona, foi uma possibilidade debatida junto ao Ministério Público do Estado e junto à Procuradoria do município. De acordo com o § 2º do art. 86 da nova lei de licitações, a adesão poderá ocorrer, desde que cumpridos alguns requisitos: a) apresentação de justificativa da vantagem da adesão, inclusive em situações de provável desabastecimento ou descontinuidade de serviço público; b) demonstração de que os valores registrados estão compatíveis com os valores praticados pelo mercado; e c) prévias consulta e aceitação do órgão ou entidade gerenciadora e do fornecedor.
As profissionais de Cuiabá que desejarem participar do processo seletivo deve se cadastrar no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfwojqxAIKk2NQfy5iKyWonq4J9URSR7YJvT8c2WyHrs9Bfkw/viewform
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.