Cuiabá
Prefeitura retoma pavimentação parada há dois anos no Residencial Coxipó
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, retomou as obras de pavimentação asfáltica no bairro Residencial Coxipó – Etapa II. A iniciativa beneficiará cerca de 1.500 famílias e marca a continuidade de um serviço que estava paralisado há aproximadamente dois anos. A retomada da obra foi determinada pelo prefeito Abilio Brunini, que reforçou o compromisso da gestão em melhorar a infraestrutura da cidade.
O asfalto na porta de casa era um dos principais pedidos da comunidade, que convive há décadas com poeira no período de seca e lama na época de chuvas. “Eu sou um dos primeiros moradores desse bairro, estou aqui há 30 anos. O sentimento de saber que o asfalto vai passar na porta da minha casa é de alegria. A casa nunca ficava limpa, era poeira na seca e lama na chuva. Eu creio que agora vai melhorar. Essa obra começou há anos, mas sempre ficava parada. Uma firma pegava, largava, outra assumia e desistia. Parece que dessa vez a Prefeitura está levando a sério”, afirmou o morador Eliseu Pereira Maciel.
A obra contempla quatro quilômetros de pavimentação, beneficiando onze ruas do bairro: 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 16 e 21. Atualmente, os serviços estão na fase de drenagem das águas pluviais, com a instalação de manilhas para garantir uma pavimentação durável, reduzindo riscos de rachaduras e fissuras na pista. Até o momento, 1,5 km de manilhas já foram aterrados, garantindo o escoamento correto da água das chuvas.
“A drenagem é uma etapa essencial para garantir um asfalto de qualidade e com maior vida útil. Sem esse trabalho preventivo, a malha asfáltica poderia sofrer com rompimentos e rachaduras em pouco tempo. Estamos executando tudo com o devido planejamento para que os moradores recebam um serviço bem-feito e duradouro”, destacou o secretário municipal de Obras Públicas, Reginaldo Teixeira.
A obra enfrentou paralisações devido à desistência de empresas que assumiram o serviço anteriormente. No entanto, a nova contratada, a empresa Lotufo, tem experiência e capacidade técnica para entregar um trabalho de qualidade. “Temos confiança na empresa Lotufo, que está conduzindo a obra. Sabemos da sua competência e comprometimento em realizar um serviço à altura do que os moradores do Residencial Coxipó merecem”, afirmou Reginaldo.
Os trabalhos estão sendo executados por uma equipe de quinze operários especializados em pavimentação, utilizando dois rolos compactadores, uma motoniveladora, um trator com grade e duas retroescavadeiras. Após a conclusão da drenagem, terá início a etapa de terraplanagem, que consiste no aterro e compactação do solo para nivelar o terreno e prepará-lo para receber a camada asfáltica.
#PraCegoVer
A imagem mostra trabalhadores atuando na instalação do sistema de drenagem pluvial no Residencial Coxipó. Ao fundo, uma escavadeira hidráulica auxilia na escavação para a colocação das manilhas. Os profissionais estão uniformizados e equipados com EPIs. O local conta com sinalização, incluindo uma placa informando que o trecho está em obras e que a velocidade permitida é de 40 km/h.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.