Cuiabá
Servidores deverão concluir estudos da reforma administrativa em 20 dias
Cuiabá
Foi publicada nesta quarta-feira (22) uma portaria na Gazeta Municipal que forma a equipe técnica que conduzirá os estudos da reforma administrativa e orçamentária que será implementada em Cuiabá. Os estudos deverão ser concluídos no prazo de 20 dias. Posteriormente, será encaminhado à análise do prefeito Abilio Brunini, a quem cabe a responsabilidade de encaminhar um projeto de lei para votação pela Câmara Municipal.
As atividades da comissão serão exercidas sem prejuízo das funções regulares de seus membros e não implicarão em remuneração adicional.
Caberá aos responsáveis a responsabilidade de diagnosticar a atual estrutura organizacional e funcional da administração pública municipal, identificar junto às secretarias as oportunidades de melhoria e ajustes no quadro de cargos em comissão, propor medidas de reestruturação administrativa visando à eficiência operacional e a redução de custos, além de elaborar minuta de projeto de lei para implementação da reforma administrativa, se necessário.
A equipe será liderada pelo secretário municipal de Planejamento Nivaldo de Almeida Carvalho Júnior e pelos seguintes servidores públicos: Adriana Cristina Venturoso Aleixo (Governo), Silvina Maria dos Anjos, Edilberto Gonçalves Souza, João Marcos Chaves Daldegan e Kleyber Lúcio de Arruda, todos vinculados a Secretaria de Planejamento.
O secretário de Governo, Ananias Filho, destacou que caberá a comissão técnica pautar-se pela adoção de medidas de contenção de despesas. Porém, preservando os princípios da administração pública de eficiência. “É fazer com que tenhamos uma otimização de pessoal e uma diminuição de gastos na gestão pública dos servidores comissionados. E que a eficácia dos servidores públicos seja melhorada. Assim que o prefeito aprovar o estudo, será elaborado um projeto de lei e encaminhado à Câmara Municipal de Cuiabá”, explicou.
#PraCegoVer
Essa notícia é ilustrada com uma foto do secretário de Governo Ananias Filho, sentado em ambiente de trabalho, vestido com trajes sociais.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.