BT10 Colina Chile
Rondonopolitano brilha no Chile e etapa vale pontos para o ranking mundial
Entretenimento

Guilherme e Xon Tiago campeões do ITF BT no Chile
Colina (Chile) — Em um dia de calor e areia que mais parecia convite ao esporte, o circuito internacional de beach tennis passou por Colina e trouxe à tona uma vitória que vai repercutir em Rondonópolis. A etapa BT10, realizada no Club Playa Liray, integra o calendário oficial da ITF para beach tennis — ou seja, é uma competição válida e que distribui pontos para o ranking mundial da modalidade.
A boa nova para o público rondonopolitano veio pelo desempenho de Guilherme Salviano Martínez, natural de Rondonópolis, que formou dupla com Xon Thiago, atleta de São Paulo. A parceria conquistou o título na etapa de Colina ao derrotar, em partida decisiva, a dupla que vinha como número 1 do Chile — resultado festejado nas areias e repercutido em perfis locais e de clubes que cobriram a competição. A notícia da vitória foi registrada em publicações nas redes sociais ligadas à organização e a escolas de beach tennis que acompanharam a etapa.
Mais do que um troféu, a conquista tem impacto prático: por se tratar de uma etapa BT10, os pontos obtidos pelos atletas somam para o ranking internacional gerido pela ITF, o que pode ajudar a dupla a melhorar sua colocação no cenário mundial e abrir portas para convites a torneios maiores e patrocínios regionais. Para jogadores em ascensão, cada ponto é uma chance de encurtar o caminho até chaves mais expressivas do circuito.
A cena em Colina
O Club Playa Liray recebeu partidas intensas, com duplas de diferentes países da América do Sul disputando ponto a ponto em quadras bem montadas — imagem cada vez mais comum nas etapas oficiais da ITF. O formato BT10 costuma atrair atletas que buscam experiência internacional e a oportunidade de acumular pontos em um calendário denso que, para muitos, funciona como ponte para categorias maiores.
O significado para Rondonópolis
Para a cena esportiva local, a vitória de um rondonopolitano fora do país é combustível para a consolidação do beach tennis na região: inspira atletas jovens, reforça a imagem de Rondonópolis como celeiro de talentos e pode atrair olhares de patrocinadores e federações. Guilherme Salviano Martínez agora soma um resultado internacional que, somado a participações futuras, pode se transformar em calendário internacional regular — algo que beneficia toda a cadeia do esporte na cidade.
O que ainda falta apurar
Apesar das postagens e do registro em redes que cobriram a etapa, no momento da checagem a listagem oficial de resultados detalhados na página da ITF/Tournament Software não trazia a ficha completa de vencedores para todas as edições exibidas — por isso, a confirmação final de placares e fichas técnicas segue como item a ser complementado com documentos oficiais da organização do torneio ou com material de imprensa do Club Playa Liray. Continuaremos acompanhando e atualizaremos a matéria assim que houver a planilha oficial de resultados disponível.
https://www.instagram.com/guisalviano_bt?igsh=djc5cTdvNjFqbGI4
Cidades
Músicos de Rondonópolis se reúnem e criam comissão para levar reivindicações ao poder público
Encontro reuniu cerca de 40 artistas e terminou com a criação de uma comissão para representar diferentes segmentos da música nas discussões com o poder público
A música de Rondonópolis decidiu se organizar para buscar mais espaço, valorização e participação nas políticas culturais do município. Na noite do dia 18 de agosto, cerca de 40 artistas locais participaram de uma reunião organizada por Tom e Alexandra, idealizadores do projeto encontros do Butequeiros.
O encontro começou por volta das 19h36 e reuniu músicos de diferentes estilos, em uma conversa marcada por reivindicações, propostas e a busca por uma representação mais organizada da classe.
Um dos principais assuntos foi a necessidade de ampliar a participação dos artistas locais nos eventos públicos realizados pelo município, além da criação de um calendário anual de atividades que contemple os músicos da cidade.
Artistas querem mais participação nas políticas culturais
Durante a reunião, os músicos também discutiram a falta de um cadastro mais amplo dos artistas junto à Secretaria Municipal de Cultura.
Lucas, que preside o Conselho de Música e também atua junto à sub secretaria Municipal de Cultura, falou sobre a estrutura da pasta e afirmou que o fato de a secretaria ser uma secretaria adjunta não teria provocado perda de repasses federais destinados à cultura.
A discussão mostrou que os músicos não querem apenas ser chamados para tocar. A categoria busca participar da construção das políticas culturais e ter voz nas decisões que envolvem o setor.
Comissão vai representar os diferentes estilos musicais
Um dos principais resultados da reunião foi a criação de uma comissão representativa dos músicos de Rondonópolis.
A proposta é que cada segmento musical tenha representantes nas próximas reuniões e nas conversas que serão realizadas com o poder público.
Os escolhidos foram:
- MPB: Paulo Pego e Ana Biazi
- Sertanejo: Ouro Branco, Gustavo & Leandro e Camila Santos
- Pagode: Fernando e Balancê
- Rock: Juarez e Mel Mathnes
- Sertanejo Raiz: Marcio Callfer e Cleverson & Rodrigo
- Forró: Anderson & Gabriel
- DJ: Cristóvão
- Pop Rock: Cleiton
- Músicos: Bundinha
A comissão terá a missão de representar os segmentos nas reuniões, organizar as reivindicações e levar as demandas da categoria às autoridades municipais.
Entre os próximos passos está a tentativa de uma reunião com o prefeito de Rondonópolis e também com o presidente do Conselho de Cultura da Câmara Municipal.
Lei Juca Lemos e proposta dos 30%
Outro assunto que voltou à discussão foi a chamada Lei Juca Lemos, de 2000, que, segundo os participantes, acabou sendo retirada.
Também foi debatida uma proposta relacionada à destinação de 30% dos investimentos públicos em cultura para artistas locais. Segundo os músicos, a proposta chegou a ser encaminhada à Prefeitura, mas não foi sancionada pelo prefeito à época.
Para a categoria, a discussão é sobre garantir que parte dos recursos públicos destinados à cultura também chegue diretamente aos artistas que vivem e trabalham em Rondonópolis.
Lei do Silêncio
A Lei do Silêncio também entrou na pauta.
Os músicos defendem que seja encontrada uma forma de conciliar o direito ao sossego dos moradores com o direito dos profissionais da música de exercerem sua atividade.
A ideia é discutir regras mais claras e mecanismos que permitam a realização de apresentações dentro de critérios estabelecidos, evitando que a legislação inviabilize o trabalho dos músicos.
A Ordem dos Músicos do Brasil também foi citada durante o encontro.
Uma cidade com potencial para a música
Durante a reunião, foi citado que Rondonópolis possui aproximadamente 1.200 músicos, mostrando o tamanho da cadeia cultural ligada à música no município.
Além das reivindicações, os participantes também apresentaram propostas para o futuro.
Entre elas estão a criação de um Festival Rondonopolitano de Música, uma Concha Cultural Rio Vermelho, uma escola de música e o fortalecimento da proposta do Casarão Cultural.
São projetos que, na visão dos artistas, poderiam ajudar na formação de novos músicos, abrir espaços para apresentações e criar uma programação cultural permanente na cidade.
Organização para buscar resultados
A reunião do dia 18 terminou com uma decisão importante: a classe quer se organizar antes de cobrar resultados.
Enquanto ainda não existe um sindicato ou uma associação específica que represente todos os músicos, a comissão formada passa a cumprir esse papel inicial de articulação entre os diferentes segmentos.
A intenção agora é transformar as reivindicações em uma pauta oficial e abrir diálogo com o Executivo e o Legislativo.
Mais do que pedir espaço para tocar, os músicos querem participar das decisões sobre a cultura de Rondonópolis.
A música já existe, os artistas já estão na cidade e o público também. O que a categoria está buscando agora é organização, valorização e espaço dentro das políticas culturais do município.
