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Avanço institucional – Ministério da Pesca cria Comitê da Pesca Amadora e Esportiva para fortalecer políticas públicas, turismo e sustentabilidade no setor.

Ministério da Pesca cria Comitê da Pesca Amadora e Esportiva para fortalecer setor

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Agronegócio

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) instituiu oficialmente o Comitê da Pesca Amadora e Esportiva, voltado para a gestão e desenvolvimento desse segmento no Brasil. Criado por meio da Portaria MPA nº 478/2025, o comitê tem caráter consultivo e de assessoramento, com a missão de subsidiar políticas públicas, propor ações de ordenamento e fomentar práticas sustentáveis no setor.

A Portaria MPA nº 352/2025 define os representantes do Comitê, que surge como um espaço estratégico de governança e participação social. O objetivo é consolidar a pesca amadora e esportiva como atividade relevante, fora do âmbito da pesca comercial, mas que movimenta economia, incentiva turismo e contribui para a conservação dos recursos pesqueiros.

“Representa um avanço institucional importante para o setor que movimenta a economia, incentiva o turismo e contribui para a conservação dos recursos pesqueiros”, afirmou Sandra Silvestre, diretora do Departamento de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA.

Liderança e agenda do Comitê

À frente do Comitê, o presidente Régis Portari, secretário-executivo da Confederação Brasileira de Pesca Esportiva, coordenará os trabalhos e garantirá que a agenda contemple temas essenciais como:

  • pesca sustentável;

  • capacitação de pescadores e guias;

  • promoção do turismo de pesca;

  • ordenamento pesqueiro;

  • valorização da cadeia produtiva do setor.

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Segundo Portari, a criação do Comitê fortalece o diálogo entre governo, sociedade civil e profissionais do setor, consolidando um espaço permanente de construção coletiva de políticas públicas.

Relevância institucional e econômica

O Comitê integra o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), órgão colegiado de caráter consultivo que faz parte da estrutura do MPA. O conselho atua na formulação de políticas públicas para facilitar a gestão das atividades de pesca e aquicultura em parceria com a sociedade.

Com a criação do Comitê da Pesca Amadora e Esportiva, o Ministério reforça o papel estratégico do setor, promovendo práticas sustentáveis, desenvolvimento turístico e social, além de fortalecer a economia local ligada à atividade.

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Agronegócio

Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings

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Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. 

No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”. 

Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil. 

Uma economia que pulsa além dos campos

O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado. 

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Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior. 

O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos. 

Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis

Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.

Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.

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O que diz o ranking do agro

O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido. 

Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.

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