Do trânsito para o trânsito
Investimento no trânsito: dinheiro dos radares será usado em melhorias para a população
Cidades
Em meio às discussões sobre a instalação dos radares eletrônicos em Rondonópolis, a Prefeitura reforçou que todo o dinheiro arrecadado com multas de trânsito terá destino exclusivo: investimentos na segurança viária e na mobilidade urbana da cidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), os valores não podem ser utilizados para outras áreas da administração pública e também não podem servir como instrumento de arrecadação. A aplicação dos recursos segue determinação prevista na legislação federal de trânsito.
De acordo com o município, o dinheiro arrecadado será destinado ao Fundo Municipal de Trânsito, sendo aplicado em ações como melhorias na sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização, campanhas educativas e mobilidade urbana.
A implantação da fiscalização eletrônica em Rondonópolis aconteceu após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Estado, tendo como principal objetivo aumentar a segurança no trânsito e reduzir acidentes.
Os radares começaram a funcionar oficialmente no dia 23 de fevereiro deste ano e, conforme dados apresentados pela Semob, alguns números já demonstram impacto positivo.
Informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam redução de 15,7% no número de mortes no trânsito durante o primeiro trimestre de 2026. Já dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mostram queda de 46,37% no número de acidentes registrados em março deste ano.
Ainda conforme a secretaria, os valores das multas seguem a tabela nacional prevista no Código de Trânsito Brasileiro, variando conforme a gravidade da infração: leve, média, grave ou gravíssima.
A discussão sobre os radares segue dividindo opiniões entre motoristas, mas a Prefeitura defende que o foco principal da medida é preservar vidas e organizar o trânsito da cidade.
Cidades
Passagem a R$ 2 muda rotina de quem depende do ônibus em Rondonópolis
A manhã desta quarta-feira (06) começou diferente para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias de Rondonópolis. No bolso, a mudança já começa a fazer efeito: a tarifa do transporte coletivo agora custa R$ 2,00 — valor fixo e permanente.
O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira durante a inauguração do primeiro terminal de ônibus da história da cidade, um marco que simboliza não apenas avanço estrutural, mas também uma virada no acesso ao transporte público.
Mais do que números, a redução mexe diretamente com a vida de quem depende do ônibus todos os dias. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a economia mensal pode ultrapassar R$ 80, se comparado ao valor praticado no início da atual gestão.
Uma queda que chama atenção
A tarifa vem passando por uma sequência de reduções:
- Início da gestão: R$ 4,10
- Primeira redução: R$ 3,00
- Valor atual: R$ 2,00
Na prática, o custo caiu para menos da metade do que era cobrado anteriormente.
Mais do que tarifa: estrutura
A redução não veio sozinha. Junto dela, a Prefeitura entregou um novo terminal de transporte coletivo — moderno, climatizado e com uma estrutura inédita para o município.
Para muitos usuários, a mudança representa mais do que economia: significa dignidade no deslocamento diário.
Impacto direto na cidade
A iniciativa faz parte de um pacote de ações voltadas à mobilidade urbana, colocando Rondonópolis em evidência quando o assunto é transporte acessível.
Num cenário onde o custo de vida pressiona cada vez mais, pagar menos para se locomover pode ser o detalhe que faz diferença no fim do mês — e na qualidade de vida.