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Amazônia: cruzeiro literário pelo Rio Negro chega à 13ª edição

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Amazônia: cruzeiro literário pelo Rio Negro chega à 13ª edição
DA REDAÇÃO

Amazônia: cruzeiro literário pelo Rio Negro chega à 13ª edição

Entre 28 de abril e 2 de maio de 2025, aficionados por literatura poderão vivenciar uma experiência única no coração da Amazônia : a 13ª edição do cruzeiro literário Navegar é Preciso . A VT já conferiu (e aprovou) a experiência: leia o relato aqui .

Nesta edição, ocorrem encontros com dois grandes escritores brasileiros: Mariana Salomão Carrara, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura de 2022 com Não Fossem as Sílabas do Sábado , e Jeferson Tenório, consagrado com o Prêmio Jabuti de 2023 com O Avesso da Pele . A expedição contará também com a presença de Zélia Duncan como atração musical.

A viagem terá início no porto de Manaus , a bordo do navio Iberostar Grand Amazon , que acomoda 124 pessoas em suítes. Ao longo dos cinco dias, os viajantes embarcam em uma programação cultural com paradas em diferentes pontos da selva amazônica, onde são realizadas excursões em barcos de menor porte para explorar os igarapés.

Todos os dias, às margens do Rio Negro , ocorrem dois encontros literários, um na parte da manhã e outro à tarde. A programação também inclui caminhadas pelas matas, observação de botos-cor-de-rosa e do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, banho em uma praia erma de rio, focagem de fauna noturna (aves, jacarés e alguns mamíferos), passeios pela região do Parque Nacional de Anavilhanas e visita à Fundação Almerinda Malaquias , instituição que promove educação ambiental, ecoturismo e geração de renda para crianças, jovens e adultos.

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Os pacotes incluem cinco diárias a bordo do Grand Amazon com pensão completa; recepção no Aeroporto de Guarulhos; traslados entre o Aeroporto de Manaus e o porto de Manaus nos dias 28 de abril e 2 de maio, programação cultural; atividades e visitas na Amazônia ; taxa de embarque do porto de Manaus ; seguro viagem.

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Sobre o Navegar é Preciso

O Navegar é Preciso foi criado em 2011 em uma parceria entre a Auroraeco , operadora de viagens ecoturísticas, e a Livraria da Vila , rede de 18 lojas instaladas em São Paulo , Brasília e Paraná . Ao longo de 13 edições, além de apresentar espetáculos musicais e teatrais, o projeto já promoveu encontros literários memoráveis com dezenas de autores. O nome da expedição é uma homenagem ao poema de Fernando Pessoa.

Serviço

13ª edição do Navegar é Preciso

Quando? De 28 de abril a 2 de maio de 2025.

Quanto? A partir de R$ 10.400. Reservas disponíveis aqui .

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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