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Bandeira Azul: 38 praias brasileiras têm certificado de sustentabilidade

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Bandeira Azul: 38 praias brasileiras têm certificado de sustentabilidade
Lucca Bessa

Bandeira Azul: 38 praias brasileiras têm certificado de sustentabilidade

38 praias brasileiras conquistaram o selo Bandeira Azul para a temporada de verão 2024/2025. O certificado, concedido pela ONG dinamarquesa FEE (Fundação para a Educação Ambiental, na sigla em inglês), reconhece os melhores destinos litorâneos em aspectos ambientais e turísticos.

Comparado ao ano passado, o Brasil melhorou seu desempenho recebendo sete selos a mais do que em 2023. A ONG avalia as praias e marinas brasileiras anualmente desde 2006.

Das 38 praias brasileiras agraciadas com a Bandeira Azul , 20 ficam em Santa Catarina . Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro , com 12 praias, e a Bahia , com três. Alagoas , Ceará e São Paulo possuem apenas um selo cada.

Confira, a seguir, as praias brasileiras que ganharam o certificado:

Santa Catarina

  1. Estaleirinho, em Balneário Camboriú
  2. Estaleiro, em Balneário Camboriú
  3. Taquaras, em Balneário Camboriú
  4. Praia de Piçarras, em Balneário Piçarras
  5. Praia da Ponta do Jacques, em Balneário Piçarras
  6. Praia Central de Balneário Piçarras, em Balneário Piçarras
  7. Praia da Conceição, em Bombinhas
  8. Praia de Mariscal, em Bombinhas
  9. Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas
  10. Praia da Lagoa do Peri, em Florianópolis
  11. Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos
  12. Praia Grande, em Governador Celso Ramos
  13. Prainha de Itá, em Itá
  14. Praia da Bacia da Vovó, em Penha
  15. Praia da Saudade, em Penha
  16. Praia Grande, em Penha
  17. Praia do Ervino, em São Francisco do Sul
  18. Praia do Forte, em São Francisco do Sul
  19. Prainha-Praia da Saudade, em São Francisco do Sul
  20. Praia Grande, em São Francisco do Sul
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Praia de Mariscal, Bombinhas, SC, Brasil
Praia do Mariscal, em Bombinhas, foi uma das catarinenses premiadas Renato Soares/Mtur/Divulgação

Rio de Janeiro

  1. Praia da Azeda-Azedinha, em Armação dos Búzios
  2. Praia do Forno, em Armação dos Búzios
  3. Praia de Tucuns, em Armação dos Búzios
  4. Praia Lagunas Caiçara, em Arraial do Cabo
  5. Peró, em Cabo Frio
  6. Praia de Ubás, em Iguaba Grande
  7. Praia do Sossego, em Niterói
  8. Prainha, no Rio de Janeiro
  9. Praia da Reserva (Trecho Nelson Mandela), no Rio de Janeiro
  10. Praia de Grumari, no Rio de Janeiro
  11. Praia das Pedras de Sapiatiba, em São Pedro da Aldeia
  12. Itaúna (Trecho Pedras de Itaúna), em Saquarema
Rio Guia Oficial - Jobi - Leblon - Pedro Kirilos/RIotur
Praia de Grumari, no Rio de Janeiro Pedro Kirilos/Riotur/Divulgação

Bahia

  1. Trecho Paraíso-Guarajuba, em Camaçari
  2. Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador
  3. Viração, em Salvador

Alagoas

  1. Praia do Patacho, em Porto de Pedras

Ceará

  1. Cumbuco, em Caucaia

São Paulo

  1. Praia do Tombo, no Guarujá

O que é o selo Bandeira Azul?

A Bandeira Azul premia praias, marinas e barcos-turísticos mundo afora que cumpram uma série de requisitos ambientais relacionados à manutenção da qualidade da água, da areia, da fauna e da flora. Aspectos educacionais, turísticos e de serviços também são levados em conta.

Ao aderir ao programa, os mantenedores das áreas devem seguir os padrões de excelência exigidos e garantir o livre acesso aos locais.

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A eleição de quais destinos receberão a Bandeira Azul respeita um rígido sistema que conta com avaliações de júri local e internacional. Os jurados costumam ser membros da ONG, mas também da Unesco, da Organização Mundial do Turismo e da União Europeia para Conservação Costeira, entre outras instituições de prestígio.

A certificação tem validade de apenas uma temporada. Assim, os organizadores esperam pressionar os governos a manterem as áreas sempre dentro dos níveis esperados.

Até hoje, mais de cinco mil destinos foram agraciados com o selo em 51 países diferentes. A Espanha lidera a lista com 748 locais premiados em 2024. Na sequência estão Grécia , Turquia e Itália . O Brasil ocupa a 18º posição do ranking mundial.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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