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Campos do Jordão e Monte Verde: Europa no Brasil?

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Campos do Jordão: antigas casas de operários da ferrovia são transformadas em centro cultural
DA REDAÇÃO

Campos do Jordão: antigas casas de operários da ferrovia são transformadas em centro cultural

A Serra da Mantiqueira é um dos principais destinos na divisa entre São Paulo e Minas Gerais quando o assunto é a temporada de frio. Consideras como um pedaço da Europa no Brasil, duas cidades se destacam quando o assunto é curtir a paisagem da região:  Campos do Jordão e Monte Verde.

Ambas as cidades oferecem experiências únicas e atraem diferentes tipos de turistas, dependendo do estilo de viagem desejado. O  iG Turismo fez um comparativo detalhado que o ajudará a tomar a decisão certa para sua próxima escapada.

Localização e acessibilidade

Monte verde
Reprodução

Monte verde

Campos do Jordão está localizada a 174 km de São Paulo e é acessível pela Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro. Aos amantes de viagem de carro, trata-se de uma estrada com belas vistas e boa estrutura.

Já Monte Verde, por outro lado, fica a 164 km de São Paulo e é alcançada por uma estrada estreita de 33 km a partir de Camanducaia. Apesar de exigir mais paciência, o trajeto é recompensado pela bela paisagem e pela tranquilidade que o distrito proporciona.

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Estrutura urbana e experiência turística

Campos do Jordão
Reprodução

Campos do Jordão

Campos do Jordão oferece uma estrutura urbana robusta, com dois centros principais: Capivari, voltado ao turismo, e outro com estabelecimentos comerciais e serviços. Dessa forma, a cidade atende a variados perfis de turistas, de jovens a famílias.

Monte Verde possui um centrinho único e compacto, onde estão concentradas lojas, restaurantes e atrativos. A pequena cidade consegue atender melhor casais que buscam um ambiente romântico e intimista.

Passeios e atrações

Monte verde
Reprodução

Monte verde

Em Campos do Jordão, os turistas encontram uma variedade de atrações como o Morro do Elefante, o Pico do Itapeva e o Parque Amantikir. A cidade é também conhecida por passeios de bondinho, teleférico e pedalinhos, além de eventos como o famoso Festival de Inverno.

Monte Verde destaca-se pelas trilhas gratuitas que levam à Pedra Redonda, Pedra Partida e ao Platô, proporcionando vistas amplas da Serra da Mantiqueira. Atividades como passeio de quadriciclo, arvorismo e voo panorâmico também são populares.  A cidade é referência quando se fala em ecoturismo.


Eventos e vida noturna

Vila Capivari em Campos do Jordão.
Google Maps.

Vila Capivari em Campos do Jordão.

Campos do Jordão é movimentada, especialmente durante o Festival de Inverno, quando apresenta eventos culturais e musicais. Além disso, a vida noturna é agitada, com bares e baladas.

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Monte Verde é mais tranquila nesse quesito, com pequenos eventos sazonais como o Bike Fest e um festival de inverno crescente. Barzinhos aconchegantes com música ao vivo, também são encontrados na cidade, mas bem menos agitados do que os visto em Campos do Jordão.

Gastronomia

Monte Verde
Reprodução

Monte Verde

Campos do Jordão oferece uma experiência gastronômica internacional, com restaurantes que servem pratos alemães, italianos e argentinos, além do tradicional fondue. A cervejaria Baden Baden é um ícone local para apreciadores de cerveja artesanal.

Monte Verde encanta com sua culinária mineira, incluindo tutu de feijão, torresmo e truta fresca. As opções de chocolates artesanais e o chopp da cervejaria alemã Fritz são obrigatórios para os visitantes.

Hospedagem

Campos do Jordão
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Campos do Jordão

Campos do Jordão possui uma ampla rede de hospedagem, incluindo opções de luxo como o Hotel Home Green Home e pousadas econômicas como a Kalliman. A infraestrutura atende bem a famílias e grupos maiores.

Monte Verde foca em estadias românticas, com chalés como os Leopoldo e a Pousada Saint Michel, que oferecem lareira e hidromassagem. Apesar de menores, as opções garantem conforto e um ar mais intimista.

Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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