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Cruzeiros de luxo para Antártica terão saídas do Brasil

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Cruzeiros de luxo para Antártica terão saídas do Brasil
DA REDAÇÃO

Cruzeiros de luxo para Antártica terão saídas do Brasil

Além dos oito navios que estarão navegando pela costa brasileira na temporada 2024/2024 , duas embarcações da armadora de luxo Regent Seven Seas terão embarques no Rio de Janeiro para cruzeiros com destino a um dos destinos mais remotos do mundo: a Antártica . Em ambos os casos, o desembarque é em Santiago do Chile (o voo de volta para o Brasil não está incluído). Saiba mais sobre os roteiros e os navios a seguir:

Seven Seas Splendor

O cruzeiro de 24 noites “Exploração Antártica”, a bordo do Seven Seas Splendor , leva os hóspedes do Rio de Janeiro às paisagens geladas da Antártica . Esta jornada épica promete encontros com alguns dos lugares mais remotos e deslumbrantes do mundo, incluindo a natureza intocada da Antártica , onde os hóspedes podem admirar imensos icebergs, observar pinguins em seu habitat natural e contemplar vistas glaciais. Outro destaques incluem paradas nas Ilhas Malvinas , Ushuaia — cidade mais ao sul do mundo — e navegação panorâmica pelos fiordes do Chile .

Com capacidade para 746 hóspedes, o Seven Seas Splendor se propõe a oferecer um serviço all-inclusive luxuoso, com suítes espaçosas munidas de varandas e gastronomia gourmet, além de um spa. A Regent Suite, a bordo do Seven Seas Splendor , é a maior suíte já construída em um navio de cruzeiro de luxo e tem pouco mais de 412m², o que a faz 20 vezes maior que as cabines médias dos navios de cruzeiro.

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A saída é em 19 de janeiro e as tarifas custam a partir de R$ 95.679. Reservas aqui.

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Regent Suite Bedroom Seven Seas Splendor
A Regent Suite é a maior cabine já construída em um navio de luxo //Divulgação
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Varanda com mesas ao ar livre no Seven Seas Splendor //Divulgação

Seven Seas Mariner

O cruzeiro “Beleza no Fim do Mundo”, a bordo do Seven Seas Mariner , será uma jornada de 22 noites do Rio de Janeiro à Antártica . O itinerário também leva os hóspedes à Santiago do Chile , Ilhas Malvinas , Ushuaia , Buenos Aires e Montevidéu . O cruzeiro oferece muitas oportunidades para observar a vida selvagem, desde focas e baleias até majestosas aves marinhas, além de explorar cenários naturais impressionantes.

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Com capacidade para 700 hóspedes, o Seven Seas Mariner é conhecido por suas acomodações espaçosas: cada suíte conta com uma varanda privativa e vistas panorâmicas do oceano. A bordo, os viajantes podem jantar em restaurantes especializados, como a steakhouse Prime 7 e o francês Chartreuse. Os programas de entretenimento e enriquecimento do navio, que incluem apresentações ao vivo e palestras com especialistas em destinos, acrescentam profundidade à viagem, tornando-a também educativa.

A saída é em 25 de janeiro e as tarifas custam a partir de R$ 50.242. Reservas aqui.

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Cabine da categoria Grand Suite no Regent Seven Seas Mariner //Divulgação
Mariner Library
Biblioteca a bordo do Regent Seven Seas Mariner //Divulgação
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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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