Turismo
Saiba como está a companhia dona do avião que caiu em Vinhedo
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As imagens de uma aeronave ATR-72 da VoePass caindo em Vinhedo (SP), no dia 9 de agosto deste ano, chocaram o Brasil e o mundo. No acidente morreram os quatro tripulantes e 58 passageiros. E como está a VoePass, a antiga Passaredo, companhia proprietária do avião? A empresa aérea mais antiga do Brasil ainda está operando voos?
Neste post você terá todas estas respostas e saberá também que tudo indica que haverá uma fusão com a Latam. A VoePass não opera atualmente nenhum voo comercial próprio. O voo de número 2283, de Cascavel (PR) para o Aeroporto de Guarulhos, que caiu em Vinhedo , era operado pela VoePass. Na ocasião do acidente a venda das passagens aéreas era de responsabilidade da Latam, empresa que assumiu essa rota.
Voos do Rio de Janeiro para Ribeirão Preto
No site da VoePass aparecem os voos entre Ribeirão Preto, sede da companhia, e o Rio de Janeir, (Aeroporto Santos Dumont). Fizemos algumas simulações de compra das passagens aéreas para vários meses, mas em todas as datas não há disponibilidade para compra. ( Veja detalhes abaixo ).

O que diz a VoePass
A VoePass foi fundada na cidade de Rieirão Preto em 1995, quando se chamava Passaredo. Em agosto deste ano a companhia atendia 38 destinos em todas as regiões do Brasil. Segundo dados da ANAC, é a quarta maior companhia aérea do Brasil. Procurada por essa coluna, a VoePass confirmou que não está vendendo passagens para nenhum destino. Veja abaixo comunicado .
“A VOEPASS linhas Aéreas informa que a venda de passagens áreas dos voos da companhia, no momento, é feita pelos canais de parceiros por codeshare. Ressalta ainda que os acordos de codeshare são essenciais para atender um país com dimensões continentais como o Brasil. A companhia segue empenhada no propósito de desenvolver a aviação regional, conectando o interior aos grandes centros do país”.
Voos da Latam em 13 cidades
A VoePass tem acordo de compartilamento de voos ( (codeshare) com a Latam em 13 cidades. Pelo acordo, a operação destas rotas é feita pela VoePass em aeronaves ATR-72, e as passagens aéreas são vendidas pela Latam.
Por exemplo, quem for viajar do Rio de Janeiro (Galeão) para São Paulo (Congonhas) vai viajar pela VoePass em um voo da Latam. Tudo indica que em breve o a Latam poderá anunciar uma fusão com a VoePass.
Confira a lista de cidades que a VoePass opera voos da Latam
Ribeirão Preto (SP)
Guarulhos (SP)
Congonhas (SP)
Galeão (RJ)
Juiz de Fora (MG)
Presidente Prudente (SP)
Ipatinga (MG)
Florianópolis (SC)
Santa Maria (RS)
Pelotas (RS)
Joinville (SC)
Recife (PE)
Fernando de Noronha.
Compra das passagens aéreas
Segundo a Latam, no momento da busca pelo bilhete, antes de selecionar o voo, o cliente já é informado sobre qual é a companhia responsável por aquele voo e o modelo da aeronave. Atualmente a Latam tem acordo de compartilhamento de voos com 18 eempresas aéreas.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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