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Fontana di Trevi tem acesso limitado e cobrança de ingresso ganha força

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Fontana di Trevi tem acesso limitado e cobrança de ingresso ganha força
Rebeca de Ávila

Fontana di Trevi tem acesso limitado e cobrança de ingresso ganha força

Em 7 de outubro, a Fontana di Trevi , em Roma , iniciou uma obra de restauração que deve limitar o acesso de visitantes até o fim do ano. Segundo agência notícias ANSA, a Prefeitura de Roma pretende cobrar ingresso para visitação e um teste será feito durante a reforma.

Inicialmente, a fonte será esvaziada e cercada por painéis transparentes – a mesma estrutura foi colocada nas fontes da Piazza Navona –, e dentro de um mês, uma passarela em formato de ferradura será temporariamente instalada no monumento para controlar o acesso. A Fontana di Trevi recebe em torno de 10 a 12 mil visitantes por dia.

De acordo com o prefeito, Roberto Gualtieri, essa é a primeira etapa para decidir, no primeiro semestre de 2025, sobre a cobrança de um ou dois euros para visitar a fonte. Caso a taxa seja adotada, o acesso à praça permanecerá gratuito: ou seja, os visitantes só terão que pagar para chegar perto da Fontana di Trevi em si.

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A reforma de € 327 mil tem previsão de ser concluída em até 90 dias. A promessa da Prefeitura de Roma é que as obras sejam concluídas antes do início do Jubileu de 2025, em 24 de dezembro. O evento religioso acontece a cada 25 anos e deve atrair 30 milhões de visitantes para a capital italiana.

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A Fontana di Trevi é apenas um dos monumentos que está passando por reformas para o Jubileu de 2025. A longa lista de obras inclui fontes ( Piazza Navona , Piazza della Rotonda , Piazza Farnese , Piazza Bocca della Verità , Plazza San Giovanni in Laterano e Plazza Santa Maria Maggiore ), a Ponte Sant’Angelo , e o Baldaquino e a Pietá dentro da Basílica de São Pedro .

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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