Turismo
Gol suspende a venda das passagens dos voos para Bonito
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A Gol suspendeu a venda das passagens dos voos diretos de São Paulo (Aeroporto de Congonhas) para Bonito, no Mato Grosso do Sul. A suspensão vale para viagens a partir de agosto deste ano. ( Confira abaixo ). O destino é famoso pelas dezenas de grutas, cachoeiras, trilhas e rios de água cristalina que atraem milhares de turistas em todas as épocas do ano.
Os voos da Gol para Bonito são operados a partir da capital paulista às terças-feiras e sábados. A companhia foi procurada sobre a suspensão, mas ainda não enviou uma resposta. Esse post será atualizado assim que a companhia se posicoionar sobre os voos de Bonito.
No site da Gol não há passagens para viagens a partir de agosto

Atualmente a Azul oferece voos diretos entre Campinas e Bonito às terças-feiras e domingos. Nesta rota companhia usa os jatos Embarer 195- E2 que transportam até 136 passageiros. Lembrando que Azul e Gol estão negociando uma fusão que poderá garantir 60% do mercado aéreo brasileiro para as duas companhias.
Azul vai suspender voos para Caldas Novas
Caldas Novas, em Goiás, outro destino famoso da região Centro-Oeste, deixará de ter voos da Azul saindo de São Paulo (Guarulhos) e Belo Horizonte (Confins) a partir de abril deste ano.
A Azul alegou aumento dos custos operacionais, mas informou que na alta temporada terá voos sazonais para o destino. A Gol oferece dois voos semanais entre São Paulo (Congonhas) e Caldas Novas.
Os voos de Belo Horizonte para Cabo Frio (RJ), a “praias dos mineiros”, serão suspensos a partir de 10 de março. A cidade localizada na Região dos Lagos, porta de entrada dos turistas que viajam para Búzios e Arraial do Cabo, terá voos da Azul na alta temporada.
Essa coluna constatou no site da Azul que as passagens para Caldas Novas e Cabo Frio ainda não estão disponíveis para compra no site da companhia. Confira abaixo a lista de cidades afetadas pela suspensão dos voos da Azul.
Voos suspensos pela Azul em 13 de fevereiro
Crateús (CE)
São Benedito (CE)
Sobral (CE)
Iguatú (CE)
Voos da Azul que serão encerrados no dia 10 de março
Cabo Frio (RJ)
Campos (RJ)
Correia Pinto (SC)
Jaguaruna (SC)
Mossoró (RN)
São Raimundo Nonato (PI)
Parnaíba (PI)
Rio Verde (GO)
Barreirinha (MA)
Três Lagoas (MS)
Voos da Azul que serão suspensos em abril
Ponta Grossa (PR)
Caldas Novas (GO)
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
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