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Gramado recebe festival dedicado à cultura gaúcha
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De 19 a 29 de setembro, Gramado recebe o evento Gaúchos – Festival da História, Cultura e Tradição . Serão dez dias de celebração à cultura gaúcha com diferentes atrações como apresentações de música e dança, roda de chimarrão, circuito gastronômico em restaurantes da cidade, exposições, atrações para crianças e os tradicionais piquetes, que são agremiações que se reúnem para para cultivar os hábitos das tradições gaúchas.
O festival coincide com o 20 de setembro, Dia do Gaúcho – na mesma data, em 1835, foi quando tropas rebeldes ao império de Dom Pedro II invadiram Porto Alegre, dando início a chamada Revolução Farroupilha.
Realizado pelo Instituto RSNASCE, o evento levará para Gramado uma programação cultural e artística gratuita em diferentes locais. Serão mais de 50 atrações em diferentes pontos da cidade: Praça Major Nicoletti, Lago Joaquina Rita Bier, Avenida Borges de Medeiros, Rua Coberta e Largo da Borges .
No dia 21, sábado, às 20h acontece a cerimônia oficial de abertura com um espetáculo que terá duração de 50 minutos unindo música, dança, teatro e história. A apresentação será na Rua Coberta, onde também acontecem shows musicais diários ao longo de toda a programação.
A Chama Crioula, acesa desde o dia 12 em Gramado, ganhará uma nova casa a partir do dia 20, quando o festival assume sua guarda no piquete do evento. Durante o festival, a cidade estará vestida de verde, vermelho e amarelo para receber os visitantes com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul.
Costela será carro -chefe
Um dos cortes mais identificados com o churrasco gaúcho, a costela será protagonista. No piquete instalado no Lago Joaquina Rita Bier acontecerá o Costelaço com alguns dos maiores assadores do Rio Grande do Sul e curadoria da plataforma Destemperados . Os churrasqueiros Marcos Livi, Schima, Josué Teg e Marcelo Sartori estão entre os nomes confirmados.
Para além das fronteiras do piquete, a costela também estará no menu de 12 restaurantes que irão participar da Cozinha Gaúcha, o circuito gastronômico do festival. Cada um deles criou um prato exclusivo para o evento onde a costela é ingrediente fundamental. São eles: El Fuego, Mlbk, Di Pietro, Nonno Mio, Piacere, Cantina Pastasciutta, Pastasciutta Rua Coberta, Josephina, Vino Lab, Giostra, Felsen e La Braise.
Palco na Rua Coberta terá música e dança gauchescas
Mais de 30 artistas passarão pelo palco “Querência Ramada” instalado na Rua Coberta. Entre eles, grandes nomes como Renato Borghetti, Elton Saldanha, Shana Müller, César Oliveira e Rogério Melo, César e Zéu, Cadica Cia de Dança.
Nos dias 22 e 23 de setembro, a partir das 19h30, acontece o Festival dos Festivais, um espetáculo de música regional gaúcha, passando pela Milonga, Vanerão, Xote, o Chamamé, a Vaneira, a Valsa e a Rancheira, com artistas de grupos regionais.
E no último final de semana, nos dias 28 e 29 de setembro, das 9h às 23h, a Rua Coberta recebe a Dança Rio Grande, competição de danças folclóricas tradicionais que premiará as melhores coreografias do primeiro ao quinto lugar nas categorias Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano.
História passada adiante
O festival quer cultivar e celebrar a história do povo gaúcho. Para isso, em parceria com o Largo da Borges , realiza uma exposição com indumentárias, prataria, ferramentas e obras de artistas e estudiosos do Rio Grande do Sul. Já no piquete do Lago Joaquina Rita Bier, as crianças poderão escutar histórias das lendas gaúchas e conhecer as brincadeiras do Jogo do Osso, Escravos de Jó, chula e tiro de laço.
O chimarrão, símbolo da cultura gaúcha, também terá sua história contada na Matería Capitão Rodrigo , instalada na Praça Major Nicoletti. Além de experimentar diferentes maneiras de degustar o mate, os visitantes poderão conhecer as origens da bebida com especialistas do assunto.
Gaúchos – Festival da história, cultura e tradição
De 19 a 29 de setembro de 2024 em Gramado
Locais: Praça Major Nicoletti, Lago Joaquina Rita Bier, Avenida Borges de Medeiros, Rua Coberta e Largo da Borges
Saiba mais em @festivalgauchos
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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