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Interior de São Paulo terá maior tirolesa do mundo

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Interior de São Paulo terá maior tirolesa do mundo
DA REDAÇÃO

Interior de São Paulo terá maior tirolesa do mundo

Em 2025, Socorro , no interior de São Paulo , deve ganhar a maior tirolesa do mundo, com 3,4 km de extensão. A chamada Mega Tirolesa será instalada no Pico da Cascavel , a 1.230 metros acima do nível do mar, e irá lançar os visitantes a uma velocidade de 120 km/h em um percurso de três minutos.

A tirolesa terá um complexo de lazer e entretenimento nos pontos de partida e chegada. A estrutura inclui espaços gastronômico, kids e pet; lojas; balanço infinito; anfiteatro ao ar livre; e mirantes.

Pico da Cascavel, Socorro, São Paulo
O Pico da Cascavel é buscado para saltos de asa-delta e paraglider Astur Socorro/Divulgação

Um dos responsáveis pelo empreendimento é Cristiano Souza, do Mega Park Turismo de Aventura , que opera passeios de quadriciclo com parada em uma cachoeira no Parque de Aventura Monjolinho .

A empresa MSV Adventure também idealiza a tirolesa. Trata-se da mesma companhia que está por trás da segunda maior tirolesa do mundo, a Happy Valen , que cruza a cidade de Feliz , no Rio Grande do Sul , com 2,5 km.

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Atualmente, o posto de maior tirolesa do mundo é de Jais Flight , nos Emirados Árabes . Com 2,8 km de extensão e e voos de 160 km/h, a atração sobrevoa o Golfo Árabe e picos montanhosos a partir do pico de Jebel Jais, o ponto mais alto do país.

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Maior balanço do Brasil

Socorro já possui o maior balanço do Brasil, o Swing Rock , uma estrutura com 15 metros de altura, no Parque Pedra Bela Vista , em um precipício a 150 metros de altura. Até três pessoas podem embarcar por vez na atração com vista para o vale da Serra da Mantiqueira .

A cidade de Socorro

Localizada a cerca de 130 km da capital paulista, a cidade faz parte do Circuito das Águas Paulista e é conhecida por suas atividades de aventura. Em Socorro , é possível realizar rafting, boia cross, canoagem e stand up paddle, tirolesa, rapel, escalada, circuito de arvorismo…

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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