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Ministra do Turismo afirma que pasta é importante para o combate à intolerância religiosa

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Ana Carla Lopes é secretária executiva do Ministério do Turismo
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Ana Carla Lopes é secretária executiva do Ministério do Turismo

A ministra do Turismo em exercício, Ana Carla Lopes, participou nesta terça-feira (21) de um evento pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Na ocasião, ela utilizou o tempo de fala para reforçar o papel do turismo no enfrentamento à discriminação religiosa e na promoção do respeito no Brasil. 

A declaração foi feita na roda de conversa “O Papel da Religião para a Promoção da Paz”, realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) em parceria com o Instituto Federal de Brasília (IFB).

Ana ressaltou que o turismo pode atuar como ferramenta de inclusão e diversidade, contribuindo para a valorização das pluralidades culturais e religiosas do país. “A gente consegue combater, sim, a intolerância, quando a gente vê, quando a gente conhece, quando a gente sente. Nós somos todos, aqui, atores de conhecimento, de promoção e de reverberação”, disse a ministra.

Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, também destacou a importância da colaboração entre os setores. “Esses diálogos com o setor do Turismo são essenciais para tratarmos da laicidade do Estado e do respeito às diferentes religiões e crenças. O Brasil quer ser um país laico, plural, que acolha a todos com o mesmo respeito”, afirmou, apontando a necessidade de construir ambientes de convivência baseados na paz.

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O evento abordou políticas públicas e ações para promover liberdade religiosa e cultura de paz, além de apresentar iniciativas do governo, como o programa Rotas Negras. Esse projeto, que envolve vários ministérios, valoriza a cultura afrodescendente e combate o preconceito, promovendo o afroturismo no escopo do Projeto Experiências do Brasil Original.

Ana Carla também enfatizou que iniciativas turísticas devem ir além do lazer, permitindo que brasileiros e estrangeiros conheçam melhor suas raízes. “Promovemos rotas, experiências, produtos, e nada é mais significativo do que promover espaços de diálogo. Precisamos que turistas conheçam suas crenças e ancestralidades”, acrescentou.

A roda de conversa, que ocorre até a próxima quarta-feira (22) no campus Asa Norte do IFB, em Brasília, conta com painéis temáticos, apresentações culturais e grupos de trabalho. O objetivo dos debates é conseguir contribuir para a elaboração de uma declaração final com propostas que servirão de base para políticas públicas voltadas à inclusão e diversidade religiosa.

Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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