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Nova York: cruzeiro no outono tem cores alucinantes

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Nova York: cruzeiro no outono tem cores alucinantes
DA REDAÇÃO

Nova York: cruzeiro no outono tem cores alucinantes

O Circle Line já é um dos passeios mais clássicos para quem visita Nova York e deseja ver as principais atrações da cidade em um cruzeiro pelos rios Hudson e East. Mas esse passeio pode receber upgrades e cores extras se você der a sorte de estar por aqui no outono.

O passeio Foliage Cruise acontece de outubro até meados de novembro e oferece as belas vistas da vegetação às margens dos rios, que nessa época varia entre o amarelo, laranja e vermelho, em tons vibrantes e que arrebatam.

O cruzeiro tem saída de manhã do Pier 83, em Midtown West (na altura da rua 43). Você pode escolher entre o assento comum, o standard seating, sem marcação de lugar, que pode ser tanto na área interna quanto externa; ou o premier seating, categoria que tem assentos acolchoados na área reservada mais elevada do barco, embarque prioritário, banheiros exclusivos e bebidas (refrigerante, água, café e chá) à vontade.

Mesmo que você esteja na categoria básica, a que eu fui, você tem liberdade para circular pelo barco. A minha dica é: mesmo que esteja um dia um pouco mais quente e ensolarado (que nessa época do ano já não vai ser assim tão quente), pegue um lugar na área interna. Durante o passeio venta muito e você pode encarangar se estiver no deck. Estando na parte interna você pode sair a qualquer momento para tirar aquela foto incrível sem o vidro atrapalhando e depois voltar para o quentinho. Acredite, você vai se agradecer por essa decisão.

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O cruzeiro segue rio Hudson acima e um guia vai apontando os pontos de interesse pelo caminho. Existem duas opções de rotas: a de 4 horas ( Hudson River Fall Foliage Cruise ) e a de 8 horas ( Bear Mountain Cruise ).

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Cruzeiro de 4 horas

No passeio de 4 horas, você vai passar pelo The Cloisters, museu-irmão do Metropolitan, sobre o qual eu já falei aqui, e duas das pontes mais importantes do estado de Nova York: a George Washington Bridge e a moderna Mario Cuomo Bridge, que muita gente conhece por fotos mas não liga “o nome à pessoa”.

Verá também o Hudson River Palisades, uma linha de penhascos íngremes na linha de Nova Jersey, cobertos por folhagens eletrizantes de outono em cores que mais parecem uma pintura.

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Ao chegar em Hook Mountain, ponto onde o barco faz a curva e retorna para Nova York, além da paisagem outonal, você ainda será presenteado com cenas da vida selvagem. Fique de olho nas acrobacias aéreas de corvos, falcões, águias-pesqueiras e na rara águia americana, comumente vistos por ali.

Barco Manhattan
50 tons de outono Rogéria Vianna/Arquivo pessoal

Cruzeiro de 8 horas

Existe a opção de fazer um passeio de barco mais longo, de 8 horas, o Bear Mountain Cruise, que tem como adicional uma parada no Bear Mountain State Park. Aqui o barco não faz o retorno na altura da Hook Mountain e segue pelo Hudson até atracar no parque. Além da natureza linda e preservada, há diferentes trilhas para caminhadas e passeios para explorar a geologia e fauna local, além de ver bichos em um zoológico que foram resgatados, como ursos. A parada dura 2 horas e os passageiros ocupam o tempo do jeito que preferirem. A única regra é estar de volta ao barco no horário combinado para não ser deixado para trás. Vale avisar também que condições climáticas como tempestades e marés altas podem submergir o cais em Bear Mountain, o que pode impedir que o barco atraque. Em situações assim, o cruzeiro retorna a Nova York antes do previsto – essas raras ocorrências são notificadas com antecedência aos passageiros.

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Oktoberfest à bordo

Em ambas opções de cruzeiro, tanto no de 4 horas quanto no de 8 horas , o passeio tem clima de festa porque coincide com a Oktoberfest. O barco recebe decoração temática e são servidos cervejas e pratos alemães como pretzels, bratwurst (salsichão), schnitzels (carne à milanesa), salada de batata e chucrute. Se preferir algo mais “local”, a lanchonete vende pizzas, saladas, sanduíches e outros petiscos. Bebidas e comidas são pagos à parte.

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Circle Line
Bufê com quitutes alemães para forrar os navegantes Rogéria Vianna/Arquivo pessoal

Para animar, segue a bordo também uma banda que varia a cada fim de semana. E não tem balanço de barco que seja obstáculo para os que se animam a ir lá pra frente dos músicos cantar e dançar em uma pista de dança improvisada.

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Barco Manhattan no outono
Oktober a bordo: bratwurst, chucrute, purê e quetais Rogéria Vianna/Arquivo pessoal

Serviço

Se você gosta de passeios diferentes e ainda explorar ao máximo as cores dessa estação tão linda que é o outono em Nova York, não perca. Os ingressos custam a partir de US$59 no cruzeiro de 4 horas e US$79 no de 8 horas . Para ver um pouco mais do passeio, dê o play no vídeo abaixo.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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