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O apertado embarque remoto de Congonhas irá dobrar de tamanho

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O apertado embarque remoto de Congonhas irá dobrar de tamanho
DA REDAÇÃO

O apertado embarque remoto de Congonhas irá dobrar de tamanho

O Aeroporto de Congonhas, que é administrado há um ano pela Aena, iniciou obras de duplicação da sala de embarque remoto, ampliação da sala embarque principal e reforma dos banheiros do terminal de passageiros.

A atual sala de embarque remoto, localizada no piso térreo, passará dos atuais 1,4 mil m² para mais de 3,1 mil m² após a conclusão das obras. As obras devem estar prontas até março de 2025. A área irá mais do que dobrar de tamanho, mas mantendo a mesma quantidade de portões de embarque, que passarão a ter um espaçamento maior entre eles. Com isso, os passageiros terão mais espaço para circulação e mais assentos enquanto aguardam seu voo.

Congonhas
Projeto de ampliação da sala de embarque remoto Aena/Divulgação

No piso superior, já estão em andamento as obras para ampliação da sala de embarque principal. Será criada uma nova área de 3 mil m², o que representa um aumento de cerca de 30% em relação ao espaço existente atualmente. A primeira fase de entregas do espaço está prevista para o final de 2024 e início de 2025.

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Também já foram iniciadas as obras de reforma dos banheiros do terminal de passageiros. As obras serão feitas de forma gradativa para não afetar a disponibilidade aos usuários. Neste momento, está andamento a reforma dos dois primeiros banheiros. A expectativa é que os 12 banheiros estejam revitalizados no primeiro trimestre de 2025.

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Nos últimos meses, o aeroporto passou por modificações na entrada do terminal, criando um novo bolsão para carros de aplicativos , novas sinalizações, foram inaugurados mais de dez pontos comerciais e há planos para mais duas salas VIP .

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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