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Os dez mercados gastronômicos mais populares da Europa

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Os dez mercados gastronômicos mais populares da Europa
DA REDAÇÃO

Os dez mercados gastronômicos mais populares da Europa

Nos últimos anos, várias cidades transformaram seus mercados tradicionais em points gastronômicos. Como saborear comidas locais é uma das melhores formas de imersão em um novo destino, esses lugares são paradas essenciais nos itinerários de viagem. A Musement , plataforma de reserva de passeios, classificou quais são os mais populares da Europa, a partir de uma análise das menções no Instagram de 99 mercados. Aqui vai o top 10:

1. Borough Market – Londres, Inglaterra

Quem lidera o ranking, com mais de 500 mil menções, é o Borough Market , em Londres . Localizado em Southwark , a dois passos de locais como a London Bridge e a London Tower , esse mercado vitoriano é o mais famoso e antigo da cidade.

2. La Boquería – Barcelona, Espanha

A Espanha ocupa o segundo lugar no pódio graças ao mercado La Boquería . Localizado na Rambla de Barcelona , o icônico mercado catalão com estrutura de ferro é um dos lugares mais emblemáticos da cidade e aparece em 170 mil publicações.

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3. Markthal – Rotterdam, Países Baixos

Marcado mais de 116 mil vezes, o Markthal de Rotterdam , nos Países Baixos , possui cerca de 100 estandes. Aqui você pode comprar e saborear iguarias de diversas partes do mundo. Além disso, Markthal é uma verdadeira joia arquitetônica – não deixe de reparar na obra ‘The Horn of Plenty’, que cobre grande parte do teto.

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4. Viktualienmarkt – Munique, Alemanha

Bem no centro de Munique , na Alemanha , o Viktualienmarkt já foi retratado mais de 90 mil vezes nas redes. São vendidos em mais de 140 estandes produtos frescos, orgânicos e gourmet, além de frutas, flores e queijos. E quem desejar comer algo rapidamente ou beber uma cerveja gelada, não encontrará lugar melhor.

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5. NaschmarktViena , Áustria

Graças à sua ampla oferta gastronômica internacional e aos inúmeros locais da moda, o Naschmarkt de Viena , na Áustria , tornou-se um ponto de encontro para os locais. Além disso, muitos viajantes vêm até aqui para desfrutar do emblemático mercado de pulgas aos sábados. O local aparece em mais de 78 mil menções.

6. Torvehallerne – Copenhague, Dinamarca

As belas salas envidraçadas de Torvehallerne , na capital dinamarquesa, são uma explosão de cores que aparece em quase 60 mil posts. Copenhague tornou-se um dos principais destinos gastronômicos nos últimos anos, e um dos pratos estrela do mercado é o Smorrebrod, um sanduíche aberto cuja versão mais típica é com arenque ou salmão.

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7. Mercado São Miguel – Madrid, Espanha

Considerado o mercado gastronômico mais emblemático de Madrid , o Mercado São Miguel foi inaugurado em 1916 e já foi publicado mais de 59 mil vezes. Uma das experiências gastronômicas imperdíveis por aqui são os sorvetes artesanais de Joan Roca, o famoso chef com três estrelas pelo Guia Michelin.

8. Leadenhall Market – Londres, Inglaterra

Com pouco mais de 59 mil menções, o Leadenhall Market está localizado no coração de Londres . A sua arquitetura espetacular supostamente serviu de inspiração para o próprio Beco Diagonal nos filmes de Harry Potter. O local era apenas um mercado de carnes quando foi construído no século 14, mas hoje há inúmeros bares, lojas e restaurantes em seu interior.

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9. Old Spitalfields Market – Londres, Inglaterra

Já no leste de Londres, o Old Spitalfields Market é o lugar para encontrar roupas vintage, saborosa comida de rua e muita arte. O lugar, que tem cerca de 54 mil menções nas redes, existe há mais de 350 anos e atualmente abriga 41 estandes dedicados à gastronomia.

10. Kauppatori – Helsinque, Finlândia

O mercado Kauppatori é um dos mais importantes da Finlândia : oportunidade de saborear alguns dos produtos mais típicos da região, como o salmão ou o arenque fresco. O local está muito próximo de pontos de interesse na capital Helsique , como o Palácio Presidencial e os Paços do Conselho . Mais de 44 mil postagens no Instagram retratam o local.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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