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Panamá: 7 atrações naturais para fazer trilhas
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Situado entre o Oceano Pacífico e o Mar do Caribe, o Panamá possui uma grande variedade de trilhas que passam por cenários de florestas tropicais, vulcões extintos e montanhas. Veja, a seguir, sete destinos no país da América Central para fazer caminhadas e observar a fauna e a flora locais:
Cidade do Panamá
Embora a Cidade do Panamá seja conhecida como uma metrópole moderna à beira do Oceano Pacífico, ela surpreende por abrigar três parques nacionais dentro de seus limites urbanos, cheios de vida selvagem e vistas majestosas.
1. Parque Nacional Soberania
Conhecido mundialmente como um dos melhores destinos para a observação de aves, o parque abriga mais de 400 espécies em uma área relativamente pequena. Entre as trilhas mais populares estão a do Oleoducto e a Charco, que proporcionam uma verdadeira imersão na natureza.
2. Ilha Barro Colorado
Parte da Instituição Smithsonian, a ilha é um centro de pesquisa em biodiversidade, com trilhas que permitem explorar uma floresta que já foi palco de descobertas científicas e históricas.
3. Parque Metropolitano
Localizado no coração da cidade, o parque guarda cinco trilhas, cada uma com o seu apelo: a trilha Mono Titi, por exemplo, leva ao topo do Cerro Cedro, com vistas tanto para cidade quanto para a floresta.

Tierras Altas
Nas montanhas de Tierras Altas , as trilhas variam do nível fácil ao desafiador e percorrem áreas de florestas úmidas e geralmente nubladas, repletas de verde e flores coloridas. Este é um dos melhores lugares para explorar a diversidade natural do Panamá e mergulhar nas matas que compõem a maior reserva natural da América Central.
4. Parque Nacional La Amistad
Reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, o parque cobre uma vasta extensão de florestas tropicais montanhosas. Aqui, os visitantes podem observar a rica biodiversidade local, incluindo centenas de espécies de aves e grandes felinos como jaguares e onças-pardas. Destaque para a trilha Culebra, que passa ainda por cachoeiras.
5. Vulcão Baru
Para os trilheiros mais experientes, o trajeto até o pico do Vulcão Baru é desafiador. Mas também recompensador: em dias claros, é possível avistar tanto o Oceano Atlântico quanto o Pacífico.

Bocas del Toro
A província de Bocas del Toro combina a rica cultura local com uma biodiversidade única. Guias indígenas da comunidade Naso conduzem os visitantes pelas trilhas, compartilhando sua cultura e conhecimentos tradicionais ao longo do caminho. Esta é uma oportunidade para quem busca um passeio mais imersivo e culturalmente rico.
6. Bosque Protegido Palo Seco
Esta área protegida faz parte da rede Sostur do Panamá, sendo um corredor biológico que conecta diferentes reservas naturais. Os visitantes podem explorar trilhas como a do Jaguar, acompanhados por guias locais que destacam a importância de conservar a biodiversidade.
7. Parque Nacional Isla Bastimentos
Com praias deslumbrantes e trilhas que cruzam áreas de desova de tartarugas-marinhas, o parque está localizado na ilha Bastimentos e proporciona uma experiência de contato direto com a fauna local.

Melhor época
No final da temporada de chuvas, em novembro, as cachoeiras estão em seu auge e as florestas brilham com tons intensos de verde. Esse período é ideal para observar a fauna e a flora em toda a sua exuberância.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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