Turismo
Parada pet friendly na rodovia Ayrton Senna-Carvalho Pinto
Turismo

De São Paulo , o caminho para quem vai para Campos do Jordão e outros destinos da Serra da Mantiqueira pode ser pelo sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070), onde uma das primeiras possibilidades de parada é no Graal Market , na altura de Guararema .
Já tinha estado algumas vezes nessa unidade da rede de autopostos rodoviários e, na minha visita mais recente, encontrei boas novidades para quem viaja com pets. Como eu: estava a caminho de Campos do Jordão com o meu marido e nossa cachorrinha de seis meses, a Lika.
Junto ao estacionamento, o Graal Market possui um amplo gramadão onde os cães podem esticar as patinhas e fazer suas necessidades (não esqueça de levar saquinhos). Ali também há bebedouros e potes de água para garantir a hidratação dos animais.

Os pets naturalmente não são permitidos dentro da praça de alimentação, que tem buffet por quilo e estações com hambúrgueres, sanduíches e pizzas. Mas o Graal bolou uma ótima estratégia para quem está viajando com animais.
Agora há dois caixas para pagar. O caixa que já existia leva para a área com mesas e cadeiras onde pets não entram. Já o novo, batizado de “Caixa Pets”, leva para um espaço separado – também coberto e com mesas e cadeiras -, destinado a quem está com cachorro.

Dessa forma, um dos humanos pode entrar na área do restaurante, escolher o que comer, pagar no “Caixa Pets” e levar a bandeja até a área pet friendly. No nosso caso, fizemos assim: enquanto meu marido passeava com a Lika no gramadão, montei pratos para nós dois no buffet por quilo e depois sentamos juntos para comer.
Em qualquer outra parada, nós teríamos que nos revezar: enquanto um come, o outro fica do lado de fora com a Lika. Ou então, acabaríamos pegando algum lanche rápido para comer na calçada mesmo.
A solução também evita que os tutores deixem os cachorros amarrados sozinhos do lado de fora ou, pior, presos dentro do carro (o que inclusive pode ser considerado crime de maus-tratos pelo art. 32 da Lei 9.605/98).

Também usamos os sanitários, que estavam bem limpos.
A contrapartida é o preço: o buffet custa R$ 9,99 a cada 100 gramas. Já a porção de mini pães de queijo sai em torno de R$ 15 e o cafezinho, R$ 7.
Há outras unidades do Graal que possuem espaço pet: consulte no site .
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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