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Primeira farmácia da Argentina é preciosidade no centro de Buenos Aires

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Primeira farmácia da Argentina é preciosidade no centro de Buenos Aires
DA REDAÇÃO

Primeira farmácia da Argentina é preciosidade no centro de Buenos Aires

Você já parou para pensar em qual foi a primeira farmácia de um país? No caso da Argentina , esta relíquia é a Farmacia de la Estrella .

Fundada em 1834 pelo bioquímico e boticário italiano Pablo Ferrari, a farmácia fica numa charmosa esquina do centro histórico de Buenos Aires , entre as ruas Defensa e Alsina. Nestes 190 anos de história, ela nunca fechou as portas.

Embora você ainda possa comprar um remedinho para dor e uma escova de dentes, a Farmacia de la Estrella tornou-se bem mais que uma farmácia: ela é considerada Museu Vivo e Patrimônio Cultural da Argentina.

Seu casarão, mobiliário de nogueira entalhada, piso de mosaico italiano, balcões de mármore Carrara e cristais de Murano, retratos e afrescos nos tetos remontam à pompa da Buenos Aires do século 19.

O afresco central no teto possui três figuras femininas, que representam a saúde, a doença e os conhecimentos farmacêuticos. O desenho simbolizaria o triunfo da doença e dos conhecimentos farmacêuticos sobre a doença.

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Deslize a galeria abaixo para conferir os detalhes de cada cantinho:

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Dica: depois de visitar La Estrella , vale dar uma passada no Museu da Cidade e na Basílica San Francisco , que estão logo em frente.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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