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Rota do saquê no Japão: cinco lugares para provar a bebida

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Rota do saquê no Japão: cinco lugares para provar a bebida
DA REDAÇÃO

Rota do saquê no Japão: cinco lugares para provar a bebida

O saquê, conhecido no Japão como nihonshu, é uma tradição que simboliza hospitalidade e celebração. Há muitas lendas sobre a criação da bebida fermentada, mas acredita-se que tenha surgido na China e passou a ser fabricada por monges japoneses há 2 mil anos.

A produção envolve quatro ingredientes: arroz, água, fermento e koji, um tipo de fungo essencial na culinária japonesa. Quanto menos impurezas e gorduras os grãos de arroz tiverem, mais valorizado será o saquê.

É possível embarcar em uma rota pelas principais cervejarias de saquê explorando belezas naturais e culturais. A Quickly Travel, agência especializada em turismo no Japão , elaborou um roteiro com cinco regiões: Akita , Iwate , Hokkaido , Miyagi e Yamagata . Cada local combina paisagens deslumbrantes com a degustação de bebidas premiadas e tradicionais.

ROTA DO SAQUÊ NO JAPÃO

Hiraizumi Honpo Brewery, em Akita

Capital da província mais ao norte do Japão, Akita é famosa por suas paisagens cobertas de neve, águas termais e pelo saquê Hiraizumi Honpo . A fábrica aberta desde 1487 é a mais antiga da região e utiliza métodos tradicionais para produzir o saquê com bacilos de ácido láctico naturais e sem adição de álcool. O resultado é uma bebida com aromas de laranja, flor e arroz, com um toque de grapefruit.

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Nanbu Bijin Brewery, em Iwate

Localizada na segunda maior província do Japão, Iwate , a Nanbu Bijin Brewery é conhecida pelo seu saquê Junmai DaiGinjo. Com certificação kosher, o saquê é respeitado tanto pelo seu aroma floral quanto pelo seu sabor encorpado.

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Otokoyama Brewery, em Hokkaido

No extremo norte do Japão, Hokkaido é um paraíso natural famoso por suas paisagens nevadas e campos de lavanda. É também o lar da Otokoyama Brewery , que produz um saquê premiado internacionalmente utilizando água mineral da cidade de Asahikawa. A fábrica é uma atração popular na região por ter um museu com entrada gratuita dedicado à bebida.

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Otokoyama Brewery, Hokkaido, Japão
O museu exibe antigos utensílios de preparação do saquê e aborda a história da Otokoyama Brewery Otokoyama Brewery/Reprodução

Saura Brewery, em Miyagi

Famosa por suas paisagens pitorescas, como a Ilha Matsushima , Miyagi abriga a Saura Brewery , produtora do Urakasumi saquê. Fundada em 1724, a cervejaria começou a produzir a bebida para o Santuário Shiogama e hoje é uma das líderes da região, com três fábricas que produzem milhões de litros anualmente.

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Shindo Brewery, em Yamagata

Em Yamagata , uma província montanhosa na região de Tohoku, a Shindo Brewery se destaca pela produção de saquês que ganharam fama internacional. Com uma longa tradição e acesso a arroz de qualidade e água pura, as bebidas são conhecidas em Hong Kong e Singapura e já foram premiadas no International Wine Challenge.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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