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São Paulo: Rosewood é o único brasileiro entre os 50 melhores hotéis do mundo
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O Rosewood São Paulo é o único hotel brasileiro consagrado pelo ranking The World’s 50 Best Hotels , divulgado nesta terça-feira (27) durante uma cerimônia em Londres . A luxuosa hospedagem paulistana conquistou o 24º lugar e o prêmio de melhor hotel da América do Sul. É o segundo ano consecutivo em que os feitos são alcançados, já que em 2023 o estabelecimento levou o mesmo título e figurou na 27ª posição.
A nova edição do ranking selecionou hospedagens em 37 destinos dos seis continentes do mundo. Em primeiro lugar está o Capella Bangkok , na Tailândia , situado às margens do rio Chao Phraya. A medalha de prata foi dada ao Passalacqua , instalado em uma vila do século 18 em Lombardia , na Itália – o hotel-boutique foi campeão em 2023. O Rosewood Hong Kong completou o pódio.
O ranking é feito por um júri composto por 580 especialistas anônimos, entre jornalistas, profissionais da hotelaria e viajantes de luxo experientes. Cada membro vota no que julga serem os sete melhores hotéis em que se hospedou nos últimos 18 meses.
Rosewood São Paulo
Primeiro hotel da rede na América do Sul, o Rosewood São Paulo abriu as portas em janeiro de 2022 na Cidade Matarazzo, antigo hospital e maternidade construídos no início do século 20 na rua Itapeva, a cerca de 200 metros da Avenida Paulista – mas que parece estar muito mais distante dela, tamanha a quietude e quantidade de áreas verdes.

A sensação ao ingressar no Rosewood é a de ter saído de São Paulo : a área de embarque e desembarque dos carros se mescla ao amplo lobby do hotel, onde as colunas fazem as vezes de estantes para livros de arte e literatura brasileira.

Os quartos ficam divididos entre a antiga Maternidade Matarazzo, que passou por uma restauração, e a Torre Mata Atlântica, envolta por um jardim vertical e projetada pelo arquiteto Jean Nouvel.

Os ambientes internos foram idealizados por Philippe Starck. A decoração é composta por quadros de Vik Muniz e tapeçarias da artista plástica Regina Silveira.

O hotel conta ainda com duas piscinas, uma capela com vitral também assinado por Vik Muniz, o bar Rabo di Galo , com apresentações de jazz ao vivo, e três restaurantes que logo se tornaram hotspots na capital paulista: o café Le Jardin , a brasserie francesa Blaise e o restaurante de pratos sul-americanos Taraz . Reserve sua estadia no Rosewood São Paulo.

Confira o ranking com os 50 melhores hotéis do mundo:
1º Capella Bangkok – Bangkok , Tailândia
2º Passalacqua – Lago de Como , Itália
3º Rosewood Hong Kong – Hong Kong , China
4º Cheval Blanc – Paris , França
5º The Upper House – Hong Kong , China
6º Raffles Singapore – Singapura
7º Aman Tokyo – Tóquio , Japão
8º Soneva Fushi – Maldivas
9º Atlantis The Royal – Dubai , Emirados Árabes
10º Nihi Sumba – Sumba , Indonésia
11º Claridge’s – Londres , Reino Unido
12º Mandarain Oriental Bangkok – Bangkok , Tailândia
13º Raffles London at the OWO – Londres , Reino Unido
14º Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River – Bangkok , Tailândia
15º Hôtel de Crillon – Paris , França
16º Chablé Yucatán – Yucatán , México
17º Hotel Du Cap-Eden-Roc – Antibes , França
18º Maroma – Riviera Maia , México
19º Four Seasons Firenze – Florença , Itália
20º Borgo Santandrea – Amalfi , Itália
21º Desa Potato Head – Bali , Indonésia
22º Bulgari Tokyo – Tóquio , Japão
23º The Lana – Dubai , Emirados Árabes
24º Rosewood São Paulo – São Paulo , Brasil
25º The Calile – Brisbane , Austrália
26º The Siam – Bangkok , Tailândia
27º Park Hyatt Kyoto – Kyoto , Japão
28º Mount Nelson – Cidade do Cabo , África do Sul
29º One&Only Mandarina – Riviera Nayarit , México
30º The Carlyle – Nova York , Estados Unidos
31º La Mamounia – Marrakech , Marrocos
32º Four Seasons Madrid – Madri , Espanha
33º Capella Singapore – Singapura
34º Four Seasons at The Surf Club – Flórida , Estados Unidos
35º Hotel Bel-Air – Los Angeles , Estados Unidos
36º Eden Rock – Saint-Barths
37º Aman New York – Nova York , Estados Unidos
38º Royal Mansour – Marrakech , Marrocos
39º Amangalla – Galle , Sri Lanka
40º Le Bristol – Paris , França
41º Gleneagles – Escócia , Reino Unido
42º Castello di Reschio – Lisciano Niccone , Itália
43º Suján Jawai – Rajasthan , Índia
44º Singita – Kruger National Park , África do Sul
45º Six Senses Zighy Bay – Zaghi , Omã
46º The Connaught – Londres , Reino Unido
47º The Brando – Tetiaroa , Polinésia Francesa
48º Hotel Esencia – Tulum , México
49º The Tasman – Hobart , Austrália
50º Kokomo Private Island – Yakuve Levu , Fiji
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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