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Sergipe: 6 praias para conhecer em Aracaju e arredores

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Sergipe: 6 praias para conhecer em Aracaju e arredores
Maurício Brum

Sergipe: 6 praias para conhecer em Aracaju e arredores

Fundada apenas na metade do século 19, Aracaju é a mais nova e menos populosa capital do Nordeste. Por ter expandido de forma mais organizada, a cidade conseguiu atingir bons indicadores de qualidade de vida.

O mar de coloração escura devido à proximidade com a foz dos rios Sergipe e Vaza-Barris, ainda que não encante de primeira, não impede moradores e visitantes de aproveitarem as praias, que têm areia branca e boa estrutura. Em geral, a paisagem vai ficando mais bonita ao sul.

Conheça as principais praias da capital de Sergipe a seguir:

1. Praia de Atalaia

A principal praia de Aracaju é Atalaia , cuja orla movimentada concentra hotéis e restaurantes. O calçadão tem área de lazer bem equipada, com quadras de esportes, parque infantil, quiosques e ciclovia. Ali também ficam atrações como o Projeto Tamar e os Arcos da Orla de Atalaia . Da praia, com larga faixa de areia, você avista as plataformas de exploração de petróleo, em alto-mar.

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Kitesurf na Praia Atalaia, Aracaju, Sergipe
Com 9 km de extensão, a praia de Atalaia tem sua orla ocupada por hotéis, restaurantes e calçadão com quadras e ciclovia André Moreira/Acervo Funcaju/Reprodução

2. Praia dos Artistas

Ao norte da Praia de Atalaia, na Praia dos Artistas a faixa de areia vai estreitando significativamente. O local fica no ponto onde o Rio Sergipe desemboca no oceano e, por isso, a água é bem agitada e turva. Por outro lado, a Praia dos Artistas tem um bonito e muito fotografado entardecer.

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3. Praia de Aruana

Ao sul deAtalaia fica a Aruana : as praias são uma continuação uma da outra, sendo que a caminhada entre elas é de cerca de 3,5km. Cercada de condomínios residenciais, a Praia de Aruana tem larga faixa de areia batida e mar calmo, com tonalidade mais azulada que a Praia do Atalaia e Praia dos Artistas. Por isso, é uma das mais bonitas da área urbana.

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4. Praia do Refúgio

Afastando-se um pouco do perímetro urbano de Aracaju , cerca de 10km ao sul da Praia de Atalaia, o viajante encontra a paisagem de areia batida e coqueiros da Praia do Refúgio . Por ser bastante extensa, tem mar para todos os gostos, do mais agitado ao mais calmo. Em boa parte há serviço de praia e barracas – uma das mais conhecidas é a Parati , que tem programação de shows nos meses de verão.

5. Praia do Mosqueiro

Perto da foz do Rio Vaza-Barris, a cerca de 20km do centro de Aracaju , a Praia do Mosqueiro tem como característica principal a presença de beach clubs, com serviço completo de espreguiçadeiras, guarda-sol e duchas. Um dos mais famosos é o Duna Beach , que também funciona à noite com climinha de balada.

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6. Praia do Saco

Uma das mais bonitas do litoral do Sergipe , a Praia do Saco fica na divisa com a Bahia : o que separa um estado do outro é a foz do Rio Real. A uma hora de carro de Aracaju , possui águas calmas de tonalidade esverdeada e coqueiros. De lá saem passeios de barco até a Ilha da Sogra , um barco de areia cercado por piscinas naturais.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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