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Neuma de moraes estreia programa Mulheres que lutam
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Professora Dra Priscila
Professora da UFR Doutora Priscila fala do caso de racismo sofrido dentro da OAB
No último sábado (28), foi ao ar o programa “Mulheres que Lutam”, apresentado pela primeira dama do município de Rondonópolis, Neuma de Morais, carinhosamente conhecida como Dona Neuma.

Programa mulheres que lutam
Mãe de 3 filhos, casada, professora aposentada com uma vida dedicada a formação e transformação da sociedade. Foram quarenta anos em defesa das bandeiras progressistas, e essa história ganha um novo capítulo, agora como pré-candidata a deputada federal. O resumo do programa e todas as informações sobre a pré-candidata podem ser acompanhados no Instagram @neumademorais.
O programa é mais uma ferramenta para dar destaque as mulheres, para contarem suas lutas, vitórias, para compartilhar suas experiências de vida. Precisamos cada vez mais de espaços para que as mulheres possam falar e serem ouvidas. Neuma comenta que essa é a realização de mais um sonho e a continuidade do trabalho que desenvolve há anos. “Precisamos falar sobre as mulheres que lutam, sabemos que não é fácil conquistar o seu espaço. Requer muita dedicação, determinação e acima de tudo, mostrar a força que toda mulher tem”, ressalta.
Neste primeiro episódio, Dona Neuma recebeu a professora Priscila Scudder, da UFR. Há poucos dias Priscila foi vítima de insultos machistas e preconceituosos durante uma palestra. Na oportunidade a professora falava para os membros da OAB, quando em determinado momento passou a ser agredida verbalmente por um dos ouvintes. As agressões foram motivadas após um comentário da palestrante sobre a atuação do governo federal no enfrentamento da pandemia Covid-19.
“O acontecimento da palestra não é novidade na minha vida; violência racista, machista e de classe, são coisas que nós (população negra) sofremos todos os dias. Não é fácil ser preto em lugar nenhum do mundo, menos ainda no Brasil. A população negra nunca experimentou a democracia racial, isso é um mito”, afirma Priscila ao falar sobre o ocorrido.
Dona Neuma afirma ainda que é preciso construir um novo modelo de sociadade, com inclusão, representatividade feminina e longe do machismo e qualquer tipo de violência.
“Nesses últimos anos, me lembrei de várias vezes a presidenta Dilma foi alvo de injurias machistas. Ficamos quase 8 anos sem nenhuma representação na câmara federal. Foram várias situações que já vivemos nesse município de feminicídio (Mato grosso foi em 2020 o estado com o maior número de feminicídio proporcionalmente)”, finalizou.
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Passagem a R$ 2 muda rotina de quem depende do ônibus em Rondonópolis
A manhã desta quarta-feira (06) começou diferente para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias de Rondonópolis. No bolso, a mudança já começa a fazer efeito: a tarifa do transporte coletivo agora custa R$ 2,00 — valor fixo e permanente.
O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira durante a inauguração do primeiro terminal de ônibus da história da cidade, um marco que simboliza não apenas avanço estrutural, mas também uma virada no acesso ao transporte público.
Mais do que números, a redução mexe diretamente com a vida de quem depende do ônibus todos os dias. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a economia mensal pode ultrapassar R$ 80, se comparado ao valor praticado no início da atual gestão.
Uma queda que chama atenção
A tarifa vem passando por uma sequência de reduções:
- Início da gestão: R$ 4,10
- Primeira redução: R$ 3,00
- Valor atual: R$ 2,00
Na prática, o custo caiu para menos da metade do que era cobrado anteriormente.
Mais do que tarifa: estrutura
A redução não veio sozinha. Junto dela, a Prefeitura entregou um novo terminal de transporte coletivo — moderno, climatizado e com uma estrutura inédita para o município.
Para muitos usuários, a mudança representa mais do que economia: significa dignidade no deslocamento diário.
Impacto direto na cidade
A iniciativa faz parte de um pacote de ações voltadas à mobilidade urbana, colocando Rondonópolis em evidência quando o assunto é transporte acessível.
Num cenário onde o custo de vida pressiona cada vez mais, pagar menos para se locomover pode ser o detalhe que faz diferença no fim do mês — e na qualidade de vida.




