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Antiga gestão deixa R$ 30 milhões de dívidas e empresa tem 31 ônibus apreendidos

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Cuiabá

O prefeito Abilio Brunini revelou nesta terça-feira (18) que o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, deixou uma dívida de R$ 30 milhões com as empresas de ônibus de Cuiabá. Essa quantia é referente aos serviços de gratuidade dos quais cabe ao município a responsabilidade de ressarcimento. São exemplos: o passe livre, que dá gratuidade aos estudantes das escolas públicas e privadas, idosos, pacientes com tratamento de saúde e outros previstos em lei.

“O Emanuel fez pressão nas empresas para a compra de veículos novos. E, depois, não pagou as empresas. Foi deixada uma dívida de R$ 30 milhões. Desta quantia, R$ 8 milhões são da empresa Caribus. Como a empresa não conseguiu pagar o banco que contraiu o financiamento, sofreu esse revés. Na nossa gestão vamos pagar em dia o transporte coletivo de Cuiabá”, disse o prefeito Abilio Brunini, em entrevista à imprensa após a participação no 1º Encontro Mato-grossense de Municípios realizado no Cenarium Rural.

Após tomar conhecimento de que 31 ônibus da empresa Caribus foram apreendidos pela Justiça, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) notificou a empresa e comunicou que a Caribus coloque ônibus reservas para atender a moradores da região Sul de Cuiabá, que engloba os bairros Pedra 90, Osmar Cabral, Pascoal Ramos e Jardim Industriário. O prefeito também autorizou que ônibus ano 2013 e 2014 rodem nos bairros afetados pela Caribus para suprir a demanda que foi afetada logo pela manhã.

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Ao mesmo tempo a Prefeitura de Cuiabá dialoga com as outras três empresas concessionárias para preencher esse vazio de oferta deixado momentaneamente pela Caribus.

A Secretaria Municipal de Fazenda informou que efetuou o pagamento da quantia de R$ 8 milhões à AMTU (Associação Mato-Grossense dos Transportadores Urbanos), a quem cabe a responsabilidade de transferir a quantia a empresa Caribus. Esse valor é referente à compensação pela gratuidade dos serviços prestados aos usuários do transporte coletivo na segunda quinzena do mês de janeiro de 2025.

#ParaCegoVer

A imagem desta notícia é a foto de um ônibus verde e branco, da linha 340, estacionado em uma parada na Praça Alencastro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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