Search
Close this search box.

Turismo

Ano sabático: saiba como se organizar e veja dicas de quem já fez

Publicados

Turismo

Ano sabático: saiba como se organizar e veja dicas de quem já fez
Maurício Brum

Ano sabático: saiba como se organizar e veja dicas de quem já fez

Já imaginou como seria se você tivesse a chance de fazer uma pausa na rotina para se reconectar consigo mesmo? Essa é a premissa do ano sabático. A prática, que vem atraindo cada vez mais atenção após ser adotada por influencers, permite dedicar um tempo para conhecer novas culturas ou se dedicar a um projeto pessoal – bem longe do trabalho e, normalmente, do lugar onde se vive.

Embora deixar as responsabilidades cotidianas de lado possa parecer desafiador, há algumas dicas que podem facilitar a organização, especialmente financeira, na hora de planejar esse período.

O que é um ano sabático?

O termo sabático vem do hebraico e significa “libertação”. Chamado de gap year, em inglês, essa prática tem se mostrado tão proveitosa que atualmente há até empresas investindo em períodos sabáticos remunerados.

Apesar do nome, esse “pedido de tempo” na rotina nem sempre dura exatamente um ano – a ideia, porém, é que seja um intervalo mais prolongado do que um período típico de férias.

Como organizar um ano sabático?

Não há um roteiro pré-definido para um período sabático perfeito. No entanto, há algumas dicas para quem quer aproveitar esse tempo da melhor forma possível.

Continua após a publicidade

A primeira, e talvez mais importante, é definir os seus objetivos. É fundamental entender o que você espera alcançar com essa pausa na carreira: pode ser simplesmente curtir e aprender o modo de vida de um lugar diferente ou se dedicar a um projeto que vai render frutos no longo prazo, por exemplo.

Outra etapa fundamental da preparação é o planejamento financeiro. Aqui, é essencial fazer uma análise detalhada das suas finanças para o ano sabático, considerando todas as suas despesas e levando em consideração aspectos como o tempo ausente do trabalho, o custo de vida no local que você adotar para esse período e o tipo de confortos que pretende manter por lá.

Comunicar as suas intenções ao seu empregador ou instituição de ensino com antecedência é outra etapa necessária, ainda mais para quem planeja retornar à rotina após a pausa. Para quem vai viajar, outro ponto imprescindível é separar a documentação exigida pelo local de destino. Podem ser necessários vistos e autorizações se o seu tempo no exterior for além do período tipicamente liberado para turistas (90 dias) – confira com antecedência as regras do país que vai acolhê-lo.

Leia Também:  Halloween em São Paulo: melhores festas e experiências imersivas

Mas, eu não tenho dinheiro para um ano sabático…

Embora seja um dos principais impeditivos para muita gente, a escassez de recursos financeiros é um obstáculo que pode ser contornado durante um ano sabático. Ou pelo menos é isso que a influenciadora Aline Miranda , dona do canal @umasulamericana , compartilha com os seus seguidores.

Continua após a publicidade

Assim como em qualquer viagem, o ano sabático exige um planejamento financeiro, que pode ser bem desafiador. Mesmo que a ideia de conhecer o mundo sem um tostão na carteira seja um mito, isso não significa que você precisa passar anos se preparando.

Em seus vídeos, a influenciadora destaca que, além de existirem destinos mais acessíveis para quem possui restrições financeiras (os vizinhos da América do Sul são uma boa pedida nesse sentido), uma possibilidade é juntar dinheiro ao longo da sua estadia para continuar viajando. A dica é buscar oportunidades de trabalho no seu destino.

Vale investir em opções de meio período, que permitam aproveitar a cidade em um turno e trabalhar no outro. Mas, há ainda outras alternativas: a Worldpackers é uma delas.

Continua após a publicidade

A plataforma conecta viajantes com anfitriões dispostos a abrigá-los nas suas residências em troca de trabalho voluntário. Isto é, o visitante ajuda em algumas tarefas previamente estabelecidas e, como consequência, recebe acomodação. Em alguns casos, a estadia inclui alimentação, lavanderia, transporte e, até mesmo, atividades de lazer.

Ano sabático não é uma viagem de férias

Em 2019, o influenciador Leandro Mariani , do canal @leandromarianif , começou a sua viagem pelo mundo. Foram três anos de preparação que antecederam o início ao seu período sabático.

Ele relata que o ano sabático não é igual a uma viagem de férias. Nele, há mais liberdade para construir a própria rotina com tranquilidade. Não é preciso, portanto, ter pressa para conhecer o melhor do destino em uma ou duas semanas. Pelo contrário, o viajante tem a liberdade de escolher o que realmente vale a pena.

Neste sentido, o custo de vida depende diretamente de suas escolhas. Uma dica é investir em hostels acessíveis, ao invés de hotéis e Airbnb, que podem custar mais. Também é possível reduzir custos de alimentação, equilibrando idas em restaurantes com refeições caseiras.

Leia Também:  Pode usar biquíni nas praias de Dubai?

Explorando o próprio lar

Embora as opções no exterior sejam muito cobiçadas, tirar um ano sabático não depende de atravessar fronteiras – e há muito para conhecer sem sair do país. Esse foi o caso do casal Priscila e Paulino, que junto ao seu cãozinho Paçoca, iniciaram o período sabático em 2021. Partindo do Rio Grande do Sul, eles foram até João Pessoa, com direito a inúmeras paradas pelo interior do Brasil.

A família, que aproveitou para explorar o sertão nordestino no ano seguinte, compartilhou todas as experiências dessa aventura na sua conta do Instagram @pepepes_naestrada .

Continua após a publicidade

E se eu não quiser viajar?

Cada período sabático possui um propósito único, que nem sempre precisa envolver uma grande viagem. Muitas pessoas utilizam o tempo livre para se dedicar ao autocuidado. Afinal, uma pausa na carreira pode ajudar a recuperar a saúde mental.

Além da oportunidade de se reconectar consigo mesmo, o ano sabático pode ser uma alternativa para quem quer investir em um novo hobby ou projeto pessoal. Escrever um livro, aprender um idioma ou se dedicar ao aperfeiçoamento de uma habilidade são possibilidades para quem não tem interesse em viajar.

Compartilhe essa matéria via:

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Publicidade

Fonte: Turismo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

Publicados

em

Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

Leia Também:  Os bares favoritos do chef Thiago Bañares na Europa

Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

Leia Também:  Como é o novo terminal super VIP do BTG Pactual em Guarulhos

Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA