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Blue Box Café da Tiffany & Co. chega a SP em edição limitada
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O Blue Box Café, famoso café da joalheria Tiffany & Co., estreia em São Paulo no dia 27 de março com funcionamento até 30 de abril. A cafeteria ficará instalada em frente à nova loja da marca no Shopping Iguatemi, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. O espaço oferecerá café da manhã, pratos principais e chá da tarde, com menu que mistura referências nova-iorquinas e brasileiras.
A rede de luxo avisa proporcionar aos fãs paulistanos da marca a experiência inspirada no clássico filme Bonequinha de Luxo, estrelado por Audrey Hepburn.
O cardápio inclui docinhos de confeitaria, croissants, madeleines, parfait de iogurte com frutas vermelhas e granola. O destaque fica para o ovo poché com caviar, entre as opções do café da manhã, que homenageia o universo do cinema e da alta joalheria.
O menu traz também o “The Aubrey”, combinação de croissants amanteigados, geleias artesanais de frutas vermelhas, suco natural e bebida à escolha. A opção faz referência direta à atriz Audrey Hepburn, símbolo da marca.
Já o “Tea at Tiffany’s” recria a tradicional experiência do chá da tarde. O serviço inclui sanduíches, scones com geleia, manteiga e creme, além de cafés e chás variados servidos no local.
O espaço foi projetado pelo Estúdio Campana, sob comando de Humberto Campana. A proposta é criar uma “gloriette” moderna, inspirada nas estruturas metálicas francesas usadas para encontros e celebrações.
No ambiente, espelhos que lembram bolhas de champanhe dividem espaço com tramas de vime nas banquetas do bar. A ambientação promete uma experiência imersiva para os visitantes durante o período de funcionamento.
Além de São Paulo, o Blue Box Café funciona de forma fixa na loja conceito da Tiffany & Co. na Quinta Avenida, em Nova York. O espaço é comandado pelo chef Daniel Boulud, que apresenta cardápio sazonal com influências francesas e nova-iorquinas.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
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