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Roma: evento reunirá 50 carros italianos clássicos e raros

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Roma: evento reunirá 50 carros italianos clássicos e raros
Bárbara Ligero

Roma: evento reunirá 50 carros italianos clássicos e raros

Roma receberá, entre 24 e 27 de abril de 2025, a primeira edição do Anantara Concorso Roma. O concurso de carros de colecionador será realizado no Anantara Palazzo Naiadi Rome Hotel , localizado ao redor da icônica Piazza della Repubblica , e reunirá cinquenta dos automóveis italianos mais raros e significativos, muitos deles provenientes de coleções privadas. Isso inclui marcas icônicas nascidas na Itália , como Alfa Romeo, Bugatti, Ferrari, Lancia, Lamborghini, Maserati e Pagani.

Os carros serão apresentados a um painel de juízes internacionais reunidos pelo diretor do concurso, Jeremy Jackson-Sytner, e pelo especialista em concursos de carros históricos, Adolfo Orsi Jr. Esse último, além de especialista em veículos vintage, é neto de Adolfo e filho de Omar Orsi, que comandaram a Maserati entre 1937 e 1969.

O evento promete homenagear Roma através da reverência a tudo o que é Made in Italy , incluindo culinária italiana, artesanato, design e estilo de vida de luxo. Os organizadores também pretendem criar o que será uma seleção dos melhores exemplares automotivos italianos já reunidos em um só lugar, exibidos de forma espetacular em vários locais icônicos da cidade.

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Anantara Concorso Roma, Roma, Itália
Boa parte dos automóveis participantes será proveniente de coleções particulares Anantara/Divulgação

A Cidade Eterna possui uma rica herança no automobilismo. As ruas de Roma já ressoaram com o rugido dos motores durante a original Mille Miglia, com a capital servindo como ponto de virada crucial na jornada de volta. Já o renomado Gran Premio di Roma foi uma celebrada corrida automobilística realizada entre 1925 e 1991, sendo que a edição de 1947 tem particular importância: marcou a primeira vitória da Ferrari com o icônico Ferrari 125 S.

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O Anantara Palazzo Naiadi Rome Hotel ocupa um palácio de mármore do século XIX, construído sobre as ruínas das famosas Termas de Diocleciano, datadas de 298 d.C., e com vista para a Fonte das Náyades. Seu design semicircular é reminiscente de um anfiteatro e foi combinado a um magnífico pórtico neoclássico.

Os participantes do c oncurso e os entusiastas de carros interessados em participar do evento podem reservar pacotes exclusivos para duas pessoas que incluem ingressos VIP para o fim de semana, hospedagem no Anantara Palazzo Naiadi Rome Hotel e experiências gastronômicas. Mais informações no site oficial.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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