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48ª EXPOSUL: 34ª Cavalgada em Rondonópolis é marcada por alegria e emoção com o retorno após a pandemia

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O evento teve a participação de várias comitivas que não abriram mão da tradição

A 34º Cavalgada de Rondonópolis aconteceu neste sábado (06) e levou muitas pessoas para as ruas para ver o espetáculo. O retorno do tradicional evento de abertura da Exposul, movimentou o centro da cidade e matou a saudade dos cavaleiros, amazonas e do público que estava há dois anos sem o evento.

A Cavalgada que contou com 374 inscritos, saiu do alto da Avenida Fernando Corrêa e percorreu as principais avenidas de Rondonópolis, até chegar no final da Avenida Governador Júlio Campos. A marca deste ano no evento foram os cuidados que a organização e parceiros tiveram com os animais, para que fosse um momento de descontração com a família. Em quatro pontos do percurso havia paradas para os animais se hidratarem, devido a baixa umidade.

O responsável técnico da Cavalgada, Neurivaldo Júnior, lembrou que o evento que abre a Exposul, e os animais desfilando pela cidade é uma forma de abrilhantar mais ainda a Exposição. Para garantir que tudo ocorresse bem, órgãos de fiscalização parceiros estavam garantindo que nenhum animal fosse maltratado.

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“A Cavalgada é o evento que dá o pontapé inicial a Exposul. Em todo momento nossa prioridade junto com os participantes foi a garantia que todas as regras fossem cumpridas, para que nenhum animal sofresse maus tratos. Para isso, trabalhamos para garantir pontos de hidratação animal e no final um espaço maior para o embarque e retorno rápido das comitivas”, disse.

O mais antigo participante da Cavalgada, o senhor José Francisco Coelho, contou com muita emoção, da felicidade que sentiu ao participar há mais de 20 anos dessa festa e de ter sido escolhido para comandar os carros de bois e ser o ponteiro. “Tenho muita gratidão pelo prestígio que tenho em participar desse evento. Participo todo ano na raça, para que os velhos tenham a oportunidade de matar a saudade e dos jovens de poderem ver esse momento”.

A retomada da maior festa agropecuária de Mato Grosso também foi destaque na fala do presidente da Exposul e do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis, Lucindo Zamboni Junior. Que pontuou que a Cavalgada pode ser considerada um patrimônio cultural de Rondonópolis, e que é esperado por toda população. “É um evento bonito, traz cavalos, tradição e o interior para dentro da cidade. Rondonópolis é uma cidade industrial agora, mas já foi rural. E a Cavalgada vem com esse orgulho das raízes que nós temos”.

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A Exposul terá seus portões abertos nesta segunda-feira (08), com uma grande programação, envolvendo exposição, shows, palestras, cursos, leilões e muita diversão.

VENDA DE PASSAPORTES – No quarto lote de vendas o passaporte está no valor de R$ 200, com ingresso individual a R$140,00 e meia entrada a R$ 70,00, e com pagamento facilitado via PIX, no débito ou podendo ser parcelado em até três vezes. Os locais para adquirir o passaporte são: loja West Country, Padaria Vip, TXC no Rondon Plaza Shopping e Bandeirantes Calçados, ou pelo site: https://www.guicheweb.com.br/48-exposul_16667 .

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Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings

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Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. 

No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”. 

Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil. 

Uma economia que pulsa além dos campos

O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado. 

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Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior. 

O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos. 

Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis

Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.

Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.

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O que diz o ranking do agro

O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido. 

Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.

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